Cidades

Rio Grande do Norte é responsável por 48% das exportações brasileiras de frutas, aponta Conab

Ascom/Governo do RN
O uso de tecnologias e condições favoráveis fortalece a fruticultura do Rio Grande do Norte, que se destaca no comércio exterior.  |   BNews RN - Divulgação Ascom/Governo do RN
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 30/07/2026, às 08h20



O Rio Grande do Norte foi responsável por 48% das exportações brasileiras de frutas frescas em 2025, consolidando a posição do Estado como um dos principais polos nacionais da fruticultura voltada ao mercado internacional. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta o uso de tecnologias, sistemas de irrigação e condições favoráveis de produção como fatores que impulsionam o setor potiguar.

O desempenho do Rio Grande do Norte também está relacionado à capacidade de abastecer o mercado nacional durante períodos de entressafra em outras regiões produtoras. Ao mesmo tempo, a produção do Estado ampliou sua presença no comércio exterior, especialmente entre os países europeus.

As informações fazem parte de um levantamento do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), realizado a partir da análise da movimentação de 54 Centrais de Abastecimento (Ceasas) espalhadas pelo país. Em 2025, o setor hortigranjeiro brasileiro comercializou 16,6 milhões de toneladas de produtos, movimentando R$ 68,7 bilhões.

Melão ganha força no mercado internacional

Entre os produtos que sustentam a força da fruticultura potiguar está o melão. O Rio Grande do Norte, em conjunto com o Ceará, concentra um dos maiores polos produtores da fruta no Brasil e tem participação relevante nas vendas destinadas ao exterior.

As exportações brasileiras de melão cresceram 16% em volume ao longo de 2025, na comparação com o ano anterior. A receita obtida com os embarques também avançou, com alta de 25%, alcançando US$ 231 milhões.

Ao todo, foram exportadas 283 mil toneladas de melão no período. Segundo a Conab, o aumento da procura internacional, principalmente na Europa, ajudou a reduzir os efeitos das oscilações de preços no mercado interno e das condições climáticas enfrentadas por algumas regiões produtoras.

Melancia também registra forte avanço

Outro destaque do comércio exterior foi a melancia. A produção potiguar, incluindo as variedades de mini melancia, ganhou espaço nas exportações brasileiras, beneficiada pelo emprego de tecnologias de irrigação e pelas condições climáticas consideradas adequadas para o cultivo.

O volume de melancia vendido ao mercado externo passou de 132,5 mil toneladas em 2024 para 185,5 mil toneladas em 2025. O crescimento chegou a 40% no período.

O avanço também foi expressivo na receita gerada pelas exportações. O faturamento aumentou 57,3%, passando de US$ 73,5 milhões para US$ 115,6 milhões em um ano.

Europa lidera compras de frutas brasileiras

O mercado europeu permaneceu como o principal destino das frutas frescas produzidas no Brasil. De acordo com a Conab, os países da União Europeia concentraram aproximadamente 77% das compras externas desses produtos.

Entre os principais mercados consumidores estão os Países Baixos, o Reino Unido, os Estados Unidos e a Espanha. A forte participação desses países ajuda a explicar a importância do mercado internacional para a fruticultura do Rio Grande do Norte.

Além do melão e da melancia, outras frutas brasileiras aparecem entre as mais exportadas. A lista inclui mangas, limões e limas, uvas, bananas e mamões, produtos que reforçam a presença do Brasil no comércio internacional de frutas frescas.

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