Cidades
A desorientação espacial é identificada como um sinal precoce de Alzheimer e outras demências, superando o esquecimento comum em importância, segundo o neurologista Stephen Cabral. Essa perda de referência pode indicar alterações significativas no processamento cognitivo e no sistema de navegação cerebral.
Cabral destaca que, enquanto pequenas falhas de memória podem ocorrer devido ao estresse ou cansaço, a desorientação sugere um comprometimento mais profundo, afetando a capacidade de reconhecer o ambiente. Além disso, a perda de coordenação motora em tarefas simples também é um sintoma preocupante.
A Organização Mundial da Saúde estima que 47,5 milhões de pessoas vivem com demência atualmente, com projeções de aumento para 75,6 milhões em 2030. Neurologistas recomendam hábitos alimentares equilibrados, como o consumo de peixes ricos em ômega-3 e vegetais, para ajudar na prevenção do declínio cognitivo.
Um dos sinais mais precoces ligados ao Alzheimer e a outras demências pode não ser o esquecimento — mas a sensação repentina de desorientação.
A avaliação é do neurologista norte-americano Stephen Cabral, que afirma que “perder-se com facilidade” desponta como um dos indícios mais claros de declínio cognitivo ainda nas fases iniciais.
O especialista, que compartilhou a análise em um vídeo nas redes sociais, explica que essa dificuldade em se orientar é muito mais relevante do que esquecer onde deixou as chaves ou esquecer um compromisso.
O que preocupa, segundo ele, é quando a pessoa não sabe exatamente onde está, como chegou ali ou perde referências básicas do espaço ao redor.
Isso é diferente de simplesmente não lembrar algo. Quando a orientação espacial se perde, temos um sinal neurológico precoce”, destacou Cabral, em informação citada pelo jornal Mirror.
Por que a desorientação é tão preocupante?
Segundo Cabral, o cérebro pode até falhar em pequenas memórias quando está sobrecarregado, estressado ou cansado.
Mas a perda de noção espacial indica algo mais profundo: alterações no processamento cognitivo e no sistema de navegação cerebral, um dos primeiros a ser afetado por doenças neurodegenerativas.
Outro ponto de atenção citado pelo médico é a perda de coordenação motora em situações simples, como estacionar o carro em linha reta ou manter o veículo centralizado na vaga, algo que a pessoa sempre fez com facilidade.
Sintomas comuns de demência, segundo o NHS
• Perda de memória em diferentes intensidades
• Dificuldade para aprender novas informações
• Esquecimento de objetos ou tarefas simples
• Falhas ao reconhecer pessoas próximas
• Alterações de humor, apatia e perda de interesse
• Dificuldade para controlar emoções e queda na empatia
• Episódios de alucinação ou criação de falsas memórias
Nos estágios avançados, o paciente pode perder autonomia, enfrentando limitações para higiene pessoal, alimentação e troca de roupas, além de dependência total de cuidadores.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 47,5 milhões de pessoas vivem com demência hoje, número que pode atingir 75,6 milhões em 2030 e ultrapassar 135 milhões em 2050.
Alimentação pode ajudar na prevenção
Neurologistas destacam que hábitos alimentares equilibrados reduzem o risco de declínio cognitivo.
Entre os alimentos mais recomendados estão:
• Peixes ricos em ômega-3, como salmão
• Verduras e vegetais de folhas escuras
• Frutas vermelhas — com destaque para o mirtilo
• Fontes de proteína magra
• Grãos integrais e aveia
• Feijões e outras leguminosas
• Azeite de oliva extra virgem
O conjunto desses nutrientes fortalece a saúde neurológica e auxilia na proteção contra processos inflamatórios associados ao envelhecimento cerebral.
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