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Quanto custa viver em Natal em 2026? Veja quanto uma pessoa gasta com moradia, alimentação, transporte e contas básicas

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Moradia, supermercado e contas fixas são as principais despesas que afetam o custo de vida na famosa capital turística potiguar  |   BNews RN - Divulgação Arteiras Comunicação/Divulgação
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 08/08/2026, às 13h00



Morar em Natal continua sendo mais barato do que em muitas capitais brasileiras, mas o orçamento das famílias potiguares está cada vez mais apertado. O aumento das despesas com aluguel, supermercado, energia elétrica e transporte elevou o custo de vida e fez com que boa parte da renda mensal fosse destinada apenas às necessidades básicas.

Levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box aponta que o custo médio de vida no Rio Grande do Norte chegou a R$ 2.550 por pessoa ao mês, colocando o estado como o quinto mais caro do Nordeste. Esse valor considera despesas com moradia, alimentação, contas fixas, transporte, saúde, lazer e serviços.

Embora a pesquisa tenha abrangência estadual, especialistas ouvidos pelo estudo afirmam que a realidade de Natal acompanha essa tendência, principalmente devido ao aumento do preço dos imóveis, da alimentação e dos serviços. Dependendo do bairro e do padrão de consumo, o custo mensal pode ultrapassar facilmente os R$ 4 mil para quem mora sozinho.

A reportagem do BNews RN reuniu dados de pesquisas nacionais e estimativas de mercado para mostrar quanto custa viver na capital potiguar em 2026.

Moradia continua sendo a principal despesa

O aluguel permanece como o maior gasto para quem mora sozinho.

Em bairros valorizados, como Tirol, Petrópolis, Lagoa Nova, Capim Macio e Ponta Negra, um apartamento de um quarto custa, em média, entre R$ 2 mil e R$ 2,9 mil por mês. Já em regiões mais afastadas do centro, o aluguel varia entre R$ 650 e R$ 1.250, dependendo da localização e da infraestrutura do imóvel.

Além do aluguel, é preciso considerar despesas como condomínio, água, energia elétrica, internet e gás de cozinha. Segundo a pesquisa da Serasa, os gastos médios com moradia no RN chegam a R$ 790 mensais, sem considerar despesas extras como reformas ou manutenção.

Reprodução/Internet
Reprodução/Internet

Supermercado pesa no orçamento das famílias

A alimentação é outro item que pressiona o orçamento.

A pesquisa mostra que os potiguares gastam, em média, R$ 870 por mês com supermercado. O valor inclui compras básicas para alimentação e higiene pessoal. Para um casal, especialistas do mercado imobiliário estimam que as compras mensais variem entre R$ 1.200 e R$ 1.800, dependendo dos hábitos de consumo.

Já quem costuma fazer refeições fora de casa também precisa reservar parte do orçamento. Uma refeição simples em restaurante custa, em média, entre R$ 35 e R$ 50, enquanto um almoço ou jantar para duas pessoas em um estabelecimento de padrão intermediário pode ultrapassar os R$ 170.

Reprodução/Magnific
Reprodução/Magnific

Contas fixas também cresceram

As despesas recorrentes representam outra parcela significativa do orçamento. No território potiguar, água, energia elétrica, internet e serviços de streaming somam aproximadamente R$ 370 por mês, segundo o levantamento da Serasa.

Especialistas destacam que o uso de aparelhos de ar-condicionado, comum devido ao clima quente de Natal, pode elevar significativamente a conta de energia, principalmente durante os meses mais secos e quentes do ano.

Reprodução/Nerdizmo
Reprodução/Nerdizmo

Transporte exige planejamento

Quem utiliza transporte público precisa reservar parte da renda para os deslocamentos diários. Estimativas apontam que uma pessoa gasta entre R$ 300 e R$ 500 por mês utilizando ônibus e aplicativos de transporte com frequência.

Já para quem utiliza veículo próprio, os gastos aumentam com combustível, estacionamento, manutenção e seguro. O preço médio da gasolina na capital gira em torno de R$ 7 por litro, segundo levantamentos de custo de vida atualizados para agosto.

Reprodução/Site Prefeitura do Natal
Reprodução/Site Prefeitura do Natal

Quanto custa viver sozinho em Natal?

Considerando um estilo de vida intermediário, uma pessoa que mora sozinha pode gastar aproximadamente:

  • Aluguel: R$ 900 a R$ 2.400;
  • Supermercado: R$ 750 a R$ 900;
  • Contas da residência: R$ 350 a R$ 500;
  • Transporte: R$ 300 a R$ 500;
  • Alimentação fora de casa e lazer: R$ 400 a R$ 800.

Nesse cenário, o custo mensal varia entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, dependendo principalmente do valor do aluguel e dos hábitos de consumo.

Economistas afirmam que o planejamento financeiro tornou-se indispensável para manter o orçamento equilibrado. Pesquisar preços, reduzir desperdícios, evitar compras por impulso e controlar gastos com lazer estão entre as principais recomendações para enfrentar o aumento do custo de vida.

O levantamento da Serasa mostra que supermercado, moradia e contas fixas concentram a maior parte das despesas mensais dos potiguares, deixando uma parcela menor da renda disponível para investimentos, lazer ou imprevistos.

O que mais pesa no bolso do natalense

Os dados mostram que viver em Natal ainda custa menos do que em diversas capitais brasileiras, mas a soma das despesas básicas já compromete grande parte da renda da população. Para muitas famílias, moradia, alimentação e transporte representam praticamente todo o orçamento mensal, tornando cada reajuste de preços um desafio para manter as contas em dia.

Posição Estado Custo médio mensal por pessoa
Bahia R$ 3.210
Pernambuco R$ 2.840
Paraíba R$ 2.820
Piauí R$ 2.690
Rio Grande do Norte R$ 2.550
Ceará R$ 2.540
Alagoas R$ 2.450
Maranhão R$ 2.230
Sergipe R$ 2.010

No ranking regional, a Bahia lidera como o estado mais caro para viver, com um custo médio mensal de R$ 3.210 por pessoa. Em seguida aparecem Pernambuco, com R$ 2.840, Paraíba, com R$ 2.820, e Piauí, com R$ 2.690. Logo depois está o Rio Grande do Norte, com R$ 2.550, praticamente empatado com o Ceará, onde o custo médio é de R$ 2.540.

Pelourinho - Fonte: TRIPADVISOR
Pelourinho - Fonte: TRIPADVISOR

Os estados com menor custo de vida da região são Alagoas, com média de R$ 2.450, Maranhão, com R$ 2.230, e Sergipe, que registra o menor custo entre os nordestinos, com R$ 2.010 por pessoa ao mês.

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