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Prefeitura de Natal define data para abertura do Hospital Municipal; saiba quais serviços serão oferecidos

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O novo Hospital Municipal de Natal será inaugurado ainda no primeiro semestre de 2026, com 100 leitos e dois blocos cirúrgicos para atender a população  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agora RN

Publicado em 28/01/2026, às 07h46   Malu Machado



A Prefeitura de Natal anunciou que o novo Hospital Municipal começará a operar em abril de 2026, com 100 leitos de enfermaria e dois blocos cirúrgicos, visando gerar receita através de repasses do SUS para procedimentos complexos.

O projeto final prevê 330 leitos e 7 blocos cirúrgicos, superando a capacidade do maior hospital do estado, e a gestão está considerando uma Parceria Público-Privada para garantir a sustentabilidade financeira da unidade.

Além do hospital, a prefeitura está expandindo serviços de saúde mental e autismo, com a entrega de novos centros de atendimento, enquanto a construção do hospital deve ser concluída em 2027, após um histórico de atrasos na abertura da unidade.

Resumo gerado por IA

A Prefeitura de Natal definiu o cronograma para o início das operações do novo Hospital Municipal, localizado no conjunto Cidade Satélite. Em entrevista nesta terça-feira (27), o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, confirmou que a primeira etapa da unidade será inaugurada no final de abril de 2026.

Nesta fase inicial, o hospital contará com 100 leitos de enfermaria e, após uma mudança estratégica no projeto, dois blocos cirúrgicos. A inclusão das salas de cirurgia visa garantir que a unidade gere receita própria através de repasses do SUS para procedimentos de média e alta complexidade, como partos e cirurgias eletivas, ajudando a custear a manutenção da estrutura.

Comparativo de impacto

Para ilustrar a magnitude da obra, o secretário comparou a nova unidade ao maior hospital do Rio Grande do Norte:

  • Fase 1 (Abril/2026): 100 leitos (equivale a 1,5 vezes a capacidade do Walfredo Gurgel).
  • Projeto Finalizado: 330 leitos e 7 blocos cirúrgicos (capacidade superior a quatro hospitais Walfredo Gurgel).

Modelo de gestão e Parceria Público-Privada (PPP)

Com o financiamento da obra garantido via Caixa Econômica Federal, o foco da gestão agora é o custeio operacional. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estuda modelos administrativos e a tendência é a adoção de uma Parceria Público-Privada (PPP).

"Não adianta abrir sem ter capacidade financeira de manter. O caminho provável será uma PPP, avaliando a vantagem econômica para o município", explicou Geraldo Pinho.

Avanços na rede de saúde: UPAs e especialidades

O secretário também apresentou um balanço do sistema de saúde em 2025, destacando que a polêmica sobre a terceirização de médicos foi superada por resultados práticos:

  • Fim da falta de médicos: Unidades como UPAs, maternidades e postos de saúde estão com escalas completas.
  • Volume de atendimentos: Natal realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos médicos em 2025 (média de 3.500/dia).
  • Especialistas: Houve um aumento de 54% na oferta de consultas com especialistas (oftalmologia, ginecologia, vascular, etc.) e 137% em atendimentos multiprofissionais.

Saúde mental e Autismo no radar para 2026

Além das melhorias na rede de urgência, a prefeitura foca na expansão de serviços para áreas historicamente carentes, como o atendimento ao autismo e a saúde mental. O projeto Espaço Crescer, no Alecrim, já demonstra impacto com quase 500 atendimentos no primeiro mês, servindo de base para a futura implantação de um centro de tratamento intensivo inspirado no modelo da "Casa Azul".

Já na área de saúde mental, a rede ganhará reforço em fevereiro com a entrega do Caps Santos Reis, que contará com 10 leitos de internação. Complementando essa estratégia, um novo Caps III de grande porte está em construção na Zona Norte, visando desafogar o sistema e oferecer suporte especializado em uma das regiões mais populosas da capital.

Histórico

Apesar da nova previsão para 2026, o Hospital Municipal de Natal carrega um histórico de espera. A primeira fase da unidade foi inaugurada há um ano, ainda na gestão do ex-prefeito Álvaro Dias, mas as portas nunca chegaram a abrir para o público.

O investimento total na construção gira em torno de R$ 160 milhões. De acordo com o secretário Geraldo Pinho, a abertura imediata após a inauguração simbólica foi inviabilizada pela falta de infraestrutura de retaguarda.

Os 100 leitos prontos fazem parte de um bloco intermediário que não possuía suporte logístico próprio, dependendo da finalização de áreas como lavanderia, farmácia, sistemas de refrigeração e saneamento. A prefeitura estima que todo o complexo (6 mil m² de área construída) esteja 100% concluído apenas no final de 2027.

Classificação Indicativa: Livre

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