Cidades

O que havia antes da guerra? Filme resgata histórias apagadas da cidade de Parnamirim

Divulgação/Julio Deunier
Documentário busca fortalecer o sentimento de pertencimento ao resgatar histórias que não constam nos livros oficiais da cidade  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Julio Deunier

Publicado em 05/05/2026, às 10h20   Malu Machado



A cidade de Parnamirim é mundialmente conhecida como o "Trampolim da Vitória" devido ao seu papel estratégico na Segunda Guerra Mundial. Mas o que havia naquele território antes dos aviões e militares? 

Para responder a essa pergunta e dar voz a narrativas frequentemente apagadas, o documentário “Parnamirim na Memória do Povo” será lançado nesta sexta-feira com uma programação que une o presencial e o digital. 

A obra será exibida na Escola Estadual Roberto Rodrigues Krause às 18h30 e também contará com exibição aberta no YouTube durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo).

Preservação e identidade

Idealizado com o objetivo de preservar e valorizar a memória coletiva de Parnamirim, o projeto revela aspectos culturais, tradições, costumes e eventos históricos que moldaram a identidade da cidade. 

A iniciativa busca promover o sentimento de pertencimento e fortalecer a importância da preservação cultural, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção da memória local.

A escritora e produtora cultural Dandara Dias explica que o projeto surgiu a partir de uma inquietação pessoal diante da ausência de registros.

A ideia nasce porque a história de Parnamirim costuma focar apenas na Segunda Guerra e nos militares. Queremos resgatar o que havia antes disso, como as histórias dos povos originários, que foram apagadas ou não registradas por falta de recortes históricos”, explica.

Novas narrativas e vivências

Segundo a produtora, o curta-documentário busca ampliar essa perspectiva para além de narrativas militaristas, registrando histórias de pessoas que nem sempre ocupam cargos de destaque, mas que são fundamentais para a cidade, como moradores de periferias e artistas.

“Existe um cansaço em relação a esse olhar único sobre a cidade. Queremos novas memórias”, afirma.

Com pesquisa iniciada em 2024, o documentário traz depoimentos de pessoas de diferentes idades, como o artista e professor de dança Anderson Honorato, o professor Nestor Lima Filho e o Babalorixá Nego de Xangô. Além do filme, será promovida uma oficina sobre memória e cultura ministrada por Majuí (Amanda Majuí), Iyarugbá de Ossayn, educadora popular e artista formada em Serviço Social e Teatro pela UFRN.

Apoio 

O projeto tem produção do Coletivo Trampo da Vitória, Pebas Audiovisual e Catita Produções, contando com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria de Cultura do RN, Governo do Estado, Sistema Nacional de Cultura, Lei Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Ficha técnica:

  • Dandara Dias: Proponente, Roteirista e Diretora
  • Withmarsh: Diretor de Acessibilidade, Arte e Co-direção
  • Pedro Lucas Silva Rebouças: Direção de Fotografia e Imagens Aéreas
  • Henne Gollo: Intérprete de LIBRAS
  • Julio Deunier: Cobertura Fotográfica
  • Lupa Silva: Identidade Visual e Design
  • Cecí Oliveira (Comunica Ceci): Assessoria de Imprensa

Classificação Indicativa: Livre

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