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Novo salário mínimo já aparece no contracheque e muda benefícios e contribuições; veja quanto fica agora o salário-família e o seguro-desemprego

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A atualização do salário mínimo reflete na economia e nos benefícios sociais, como seguro-desemprego e salário-família  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 02/02/2026, às 07h39



O novo piso nacional de R$ 1.621, com um reajuste de 6,79%, começa a ser pago e impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros, injetando R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste foi calculado com base na inflação de 4,18% e um crescimento real do PIB de 3,4%, respeitando o limite de ganho real de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal.

Aposentados e pensionistas já recebem o novo valor, e o governo projeta um impacto econômico total de R$ 110 bilhões, apesar de um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Resumo gerado por IA

O novo piso nacional de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) e já pode ser conferido no contracheque referente a janeiro. O valor foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025 e representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 a mais por mês para quem recebe o mínimo.

A atualização segue a política de valorização que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento do PIB, respeitando os limites do arcabouço fiscal — que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo valor ainda no dia 26, com pagamentos que seguem até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício.

Quanto passa a valer o mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621
• Diário: R$ 54,04
• Hora: R$ 7,37

Como o reajuste foi calculado
• Inflação (INPC): 4,18%
• Crescimento real do PIB: 3,4%
• Ganho real limitado pelo arcabouço: 2,5%
• Reajuste final aplicado: 6,79%

Impacto direto na economia

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo piso afeta 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

Ao considerar também a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o governo projeta um impacto combinado de R$ 110 bilhões. Por outro lado, o custo adicional estimado para a Previdência Social é de R$ 39,1 bilhões.

O salário mínimo não afeta apenas trabalhadores formais. Ele serve de referência para aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, seguro-desemprego e salário-família.

Como ficam os benefícios ligados ao mínimo
INSS
• Benefícios no piso: R$ 1.621 (reajuste integral de 6,79%)
• Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC)
• Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS para quem trabalha com carteira (CLT)
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI
• Plano normal (20%): R$ 324,20
• Plano simplificado (11%): R$ 178,31
• Baixa renda (5%): R$ 81,05
• MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego atualizado

O seguro-desemprego foi reajustado pelo INPC (3,90%) e está em vigor desde 11 de janeiro.

• Parcela mínima: R$ 1.621
• Parcela máxima: R$ 2.518,65
• Valor varia conforme a média salarial do trabalhador

Salário-família
• R$ 67,54 por dependente
• Pago a trabalhadores que recebem até R$ 1.980,38 por mês

Por que o reajuste vai além do contracheque

O novo valor do mínimo repercute em toda a cadeia econômica: aumenta a renda disponível das famílias, movimenta o comércio, pressiona despesas previdenciárias e redefine a base de cálculo de dezenas de benefícios sociais e trabalhistas.

Na prática, não é apenas um aumento salarial — é uma atualização que reorganiza números em milhões de lares brasileiros e nas contas públicas ao mesmo tempo.

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