Cidades
O primeiro quadrimestre de 2026 em Natal tem sido marcado por um volume de chuvas significativamente superior à média histórica. Segundo dados da Rede de Monitoramento Climático da Semurb, a capital potiguar acumulou 841 milímetros entre janeiro e abril, reforçando o cenário de instabilidade atmosférica que atinge a região.
O mês de abril foi o grande destaque do período, registrando sozinho 416 mm de chuva. O volume é quase o dobro da média histórica para o mês, que é de 240,5 mm segundo o Inmet. Esse excesso de precipitação explica os recentes transtornos em áreas críticas da cidade e a pressão sobre o sistema de drenagem urbana.
A distribuição das chuvas não foi uniforme, mas todas as zonas administrativas apresentaram números elevados. A Zona Sul registrou o maior acumulado médio, com 867,9 mm, seguida de perto pela Zona Norte, com 862,8 mm. As zonas Leste e Oeste acumularam 842,8 mm e 790,6 mm, respectivamente.
Bairros como Mãe Luiza, Tirol, Petrópolis e a faixa costeira da Zona Leste também seguem sob monitoramento constante devido aos índices elevados, já que são áreas historicamente vulneráveis a deslizamentos e alagamentos.
A Rede de Monitoramento, implantada no final de 2025 em parceria com a UFRN, conta com 57 equipamentos (pluviômetros e estações automáticas) espalhados por pontos estratégicos. O sistema permite que a Defesa Civil e a gestão municipal acompanhem a volumetria em tempo real, auxiliando na emissão de alertas preventivos para a população.
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