Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 19/08/2026, às 06h08
Natal aparece entre os municípios mais urbanizados do Brasil, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capital potiguar ocupa a 20ª posição no ranking nacional, com 60,34% de seu território coberto por feições urbanizadas em 2022, resultado que coloca a cidade próxima de São Paulo, que ficou em 19º lugar, com 60,64%.
O levantamento faz parte da pesquisa Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, que identificou a presença de estruturas e espaços associados à urbanização em todo o território nacional. Em Natal, dos 167,40 quilômetros quadrados (km²) de área territorial, 101,0 km² apresentavam algum tipo de feição urbanizada. Os outros 66,4 km² não tinham influência urbana identificada pelo estudo.
São Caetano do Sul, em São Paulo, liderou o ranking nacional, com feições urbanizadas correspondentes a 100% de seu território. Entre as cidades nordestinas, Natal também aparece em destaque, ao lado de Olinda, em Pernambuco, que ficou na terceira colocação, Fortaleza, no Ceará, em 11º, e Recife, em Pernambuco, na 16ª posição.
Para chegar aos resultados, o IBGE considera diferentes tipos de feições relacionadas à ocupação urbana. A classificação inclui áreas urbanizadas, como construções residenciais, comerciais e industriais, além de vazios intraurbanos, como parques, lagoas e remanescentes de vegetação.
Também entram na análise outros equipamentos urbanos, como aeroportos, pistas de pouso, portos, shopping centers e universidades. Em Natal, a maior parte da área identificada está classificada como área urbanizada, com 99,76 km².
Os vazios intraurbanos correspondem a 0,53 km², enquanto outros equipamentos urbanos ocupam 0,71 km². Na classificação por densidade, 99,35 km² das áreas identificadas na capital potiguar foram consideradas feições densas e 1,65 km² foram classificadas como pouco densas. O estudo não identificou loteamentos vazios em quantidade suficiente para mapeamento na cidade.
O Rio Grande do Norte também registrou crescimento da área ocupada por feições urbanizadas. Em 2022, o estado possuía 877,01 km² classificados dessa forma, contra 812,33 km² identificados em 2019. O avanço foi de 8,0%, segunda menor taxa de expansão entre os estados nordestinos, à frente apenas de Alagoas, que apresentou crescimento de 5,5%.
Apesar do ritmo de expansão, o Rio Grande do Norte tinha a terceira maior proporção de território com elementos urbanos entre os estados do Nordeste. A parcela correspondia a 1,66% da área estadual. Sergipe aparecia na primeira posição, com 2,40%, seguido por Alagoas, com 2,24%.
Entre os municípios potiguares, Januário Cicco apresentou a maior expansão proporcional entre 2019 e 2022. A área com feições urbanizadas passou de 1,67 km² para 4,47 km², aumento de 168%. Várzea registrou crescimento de 76%, passando de 0,45 km² para 0,79 km², enquanto Monte das Gameleiras teve expansão de 73%, de 0,48 km² para 0,83 km².
Quando são considerados os valores absolutos, Natal lidera entre os municípios potiguares, com 101 km² de território coberto por feições urbanizadas. Mossoró aparece em seguida, com 73,32 km², enquanto Parnamirim ocupa a terceira posição, com 51,42 km².
Na comparação proporcional entre a área total dos municípios e a extensão ocupada por feições urbanizadas, Natal também aparece na liderança estadual, com 60,34% do território urbanizado. Parnamirim vem na sequência, com 41,47%, seguida por Extremoz, com 17,59%, e São Gonçalo do Amarante, com 12,99%.
O levantamento do IBGE permite acompanhar como áreas naturais e rurais são transformadas em espaços com características urbanas. Os dados também contribuem para o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, voltado para cidades e comunidades sustentáveis.
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A identificação e classificação das áreas urbanizadas foram realizadas por meio de inspeção visual de imagens, com participação de intérpretes humanos do IBGE. A análise percorreu todo o território brasileiro, incluindo regiões consideradas remotas.
O trabalho utilizou mosaicos mensais de imagens da constelação de satélites Planet, disponibilizados por meio do programa Brasil Mais, Meio Ambiente Integrado e Seguro. A metodologia permitiu observar diferentes áreas do território e identificar estruturas relacionadas à ocupação urbana.
Para a pesquisa, foram priorizadas imagens de setembro de 2022. Quando havia cobertura de nuvens, os pesquisadores recorreram às imagens de julho e, posteriormente, às de maio do mesmo ano. Em situações específicas, nas quais a área permanecia encoberta nos três meses de referência, foram utilizadas imagens de outros períodos de 2022 que apresentavam visibilidade do terreno.
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