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Morte de terceira paciente em clínica de diálise amplia investigação no interior do RN

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Uma nova morte de paciente em hemodiálise no RN levanta preocupações sobre a segurança do tratamento na clínica de Mossoró  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 26/03/2026, às 08h49



Uma nova morte de uma paciente em tratamento de hemodiálise no Rio Grande do Norte elevou a preocupação das autoridades de saúde, após a paciente apresentar complicações e não resistir antes de ser transferida para um hospital.

Esse caso ocorreu um dia após a confirmação de duas mortes de pacientes na mesma unidade, levando à abertura de investigações para determinar se há conexão entre os óbitos e possíveis falhas no serviço prestado.

A clínica foi interditada cautelarmente e os atendimentos suspensos, enquanto a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil investigam as condições de funcionamento e a qualidade da água utilizada nos procedimentos, com a transferência de pacientes para outras unidades já em andamento.

Resumo gerado por IA

Uma nova morte envolvendo paciente em tratamento de hemodiálise elevou a preocupação das autoridades de saúde no Rio Grande do Norte.

O caso mais recente foi registrado nesta quarta-feira (25), no município de Grossos, e envolve uma paciente que realizava sessões no Centro de Diálise de Mossoró (CDM).

De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, a paciente deu entrada no pronto-socorro de Grossos após apresentar complicações de saúde.

Ela chegou a ser incluída no sistema de regulação para transferência ao Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, mas não resistiu antes da remoção.

Em nota, a pasta informou que foi oficialmente notificada do óbito ainda na noite de quarta-feira e que as circunstâncias da morte serão apuradas.

Uma nova morte envolvendo paciente em tratamento de hemodiálise elevou a preocupação das autoridades de saúde no Rio Grande do Norte. O caso mais recente foi registrado nesta quarta-feira (25), no município de Grossos, e envolve uma paciente que realizava sessões no Centro de Diálise de Mossoró (CDM).
Uma nova morte envolvendo paciente em tratamento de hemodiálise elevou a preocupação das autoridades de saúde no Rio Grande do Norte. O caso mais recente foi registrado nesta quarta-feira (25), no município de Grossos, e envolve uma paciente que realizava sessões no Centro de Diálise de Mossoró (CDM).

Sequência de mortes levanta alerta sanitário

O novo caso ocorre um dia após a confirmação de outras duas mortes de pacientes que também realizavam hemodiálise no Centro de Diálise de Mossoró.

As duas ocorrências anteriores foram registradas na terça-feira (24), durante procedimentos realizados dentro da própria unidade, o que motivou a abertura de investigações por órgãos de saúde.

A apuração busca identificar se há alguma conexão entre os casos, incluindo a possibilidade de falhas técnicas, problemas estruturais ou condições inadequadas no serviço prestado pela clínica.

Relação entre os casos ainda não foi confirmada

Apesar da sequência de registros, a Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta entre a terceira morte e os óbitos anteriores.

As investigações seguem em curso e devem analisar protocolos clínicos, equipamentos utilizados e condições sanitárias da unidade.

Polícia Civil e Vigilância Sanitária aprofundam apuração

As mortes registradas no Centro de Hemodiálise de Mossoró passaram a ser investigadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte e pela Vigilância Sanitária.

A unidade, que é conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), foi interditada cautelarmente na quarta-feira (25), como medida preventiva enquanto as causas são analisadas.

O caso está sob responsabilidade do delegado José Vieira, titular da 39ª Delegacia de Polícia de Mossoró. Segundo ele, a investigação foi iniciada mesmo sem registro formal de boletim de ocorrência pelas famílias, após a repercussão do caso.

Paralelamente, a Vigilância Sanitária avalia as condições de funcionamento da clínica. De acordo com Thiago Raulino, nenhuma hipótese foi descartada até o momento.

A gente continua com a suspensão dos atendimentos na clínica. Nenhuma hipótese foi descartada ainda, estamos investigando a qualidade da água da diálise. A amostra será coletada amanhã. É um serviço de alta complexidade”.

As duas pacientes que morreram durante as sessões foram identificadas como Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos, e Iracy Inácio de Lima, de 75 anos. Ambas eram naturais de Assú e realizavam tratamento contínuo na unidade há anos.

Clínica atende mais de 200 pacientes e teve atividades suspensas

Diante da gravidade da situação, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN determinou a suspensão imediata dos atendimentos na clínica.

Atualmente, a unidade atende 224 pacientes, sendo:

• 208 pelo SUS
• 16 por convênios e atendimento particular

Os pacientes começaram a ser transferidos ainda na terça-feira (24). Segundo a Sesap, outras clínicas em Mossoró, além de unidades no Seridó, Pau dos Ferros, Assú e Santa Cruz, estão absorvendo temporariamente a demanda.

Equipes técnicas acompanham a redistribuição para garantir a continuidade dos tratamentos, considerados essenciais e de alta complexidade.

Governo acompanha caso e não descarta falha no serviço

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, informou que determinou o acionamento imediato das vigilâncias sanitárias estadual e municipal assim que tomou conhecimento do caso.

Orientamos a interdição cautelar para garantir com isso que a gente não tenha nenhum problema maior durante esses dias”.

Ele destacou que a prioridade é assegurar o atendimento dos pacientes enquanto as investigações avançam, inclusive com possibilidade de notificação ao Ministério da Saúde em caso de confirmação de eventos adversos graves.

Em entrevista, o secretário ressaltou que, embora pacientes em diálise possam apresentar instabilidade clínica, a ocorrência de múltiplos óbitos em curto intervalo não é considerada comum:

“Porém, não é normal que duas pessoas faleçam, não é habitual que isso aconteça durante um período de diálise […] Vamos averiguar para saber se foi uma coincidência infeliz ou se isso foi um problema específico”.

A Sesap informou que seguirá monitorando o caso até a conclusão das investigações.

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