Cidades
A morte da arara-canindé Pepa, apreendida pelo Ibama no Rio Grande do Norte, gerou críticas à atuação do órgão, especialmente considerando que a ave vivia em um ambiente familiar e tinha documentação legal.
A apreensão ocorreu em janeiro, apesar da apresentação de documentos que comprovavam a origem legal da arara, e a família recorreu à Justiça após a morte do animal, que ocorreu após sua transferência para um centro de triagem.
O Ibama confirmou a morte e aguarda um laudo de necropsia, enquanto a família exige transparência e responsabilização por possíveis falhas no processo de apreensão e cuidados com a ave.
A morte de uma arara-canindé de aproximadamente 16 anos, conhecida como Pepa, gerou questionamentos sobre a atuação do Ibama no Rio Grande do Norte. A ave vivia há anos sob os cuidados de uma família no Colméia Chalés, em Camurupim, no litoral potiguar, e morreu após ser apreendida pelo órgão ambiental.
O caso foi relatado pela jornalista Eliana Lima, que afirmou ter acompanhado de perto a criação da arara. Segundo a publicação, Pepa era criada em ambiente familiar, recebia acompanhamento veterinário regular e teria documentação de aquisição legal desde filhote.
A apreensão ocorreu no dia 22 de janeiro, quando agentes do Ibama estiveram na propriedade e retiraram a ave. De acordo com o relato, a família apresentou documentos que comprovariam a origem legal da arara, mas o animal foi levado mesmo assim.
Após tentativas administrativas para reverter a situação, a família acionou a Justiça. Ainda segundo a publicação, uma liminar determinou que o Ibama devolvesse Pepa em até três dias úteis. A ordem, no entanto, não teria sido cumprida.
Quando um oficial de Justiça foi executar um mandado de busca e apreensão, a família foi informada de que a arara havia sido transferida para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Cabedelo, na Paraíba.
Dias depois, veio a confirmação da morte. Um despacho oficial do Ibama, citado pela jornalista, confirma o óbito da ave e informa que o órgão aguarda o laudo de necropsia.
A morte de Pepa levantou questionamentos sobre as circunstâncias da apreensão, da transferência e dos cuidados recebidos pela ave após ser retirada da propriedade.
No relato, Eliana Lima afirma que a arara saiu saudável do local onde vivia e cobra transparência sobre o caso, além da divulgação do laudo de necropsia.
A suspeita levantada pela família é de que o estresse da apreensão, a separação do ambiente onde vivia há anos e a mudança de local possam ter contribuído para o desfecho.
O despacho oficial do Ibama (nº 27322068/2026-Supes-RN), assinado pelo superintendente substituto Jean Franco Schmitt, confirma a morte da ave e informa que aguarda laudo de necropsia.
Até o momento, a causa da morte não foi informada oficialmente. A família pede apuração dos fatos e responsabilização caso sejam identificadas falhas no processo de apreensão, transporte ou guarda da arara.
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