Cidades
A construção do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte deu mais um passo importante nesta sexta-feira (31), com a visita técnica da governadora Fátima Bezerra e dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura hospitalar da história do estado, o empreendimento deverá ampliar significativamente a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente nas áreas de urgência, emergência e alta complexidade.
Erguido às margens da BR-101, no bairro de Emaús, em Parnamirim, o hospital integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e recebe investimentos de R$ 200,7 milhões.
A expectativa é que a nova unidade reduza a sobrecarga enfrentada atualmente pelo Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal porta de entrada para casos de trauma no Rio Grande do Norte.
Hospital terá 350 leitos e estrutura voltada à alta complexidade
Projetado para se tornar uma das maiores unidades hospitalares públicas do estado, o Hospital Metropolitano contará com uma estrutura voltada ao atendimento especializado.
Principais números do empreendimento:
Segundo o Governo do Estado, a unidade atenderá pacientes da Região Metropolitana de Natal e também do interior potiguar, fortalecendo a rede estadual de saúde e reorganizando o fluxo de atendimentos especializados.
Obras seguem dentro do cronograma
As obras começaram em abril deste ano e possuem prazo de execução de dois anos.
Neste momento, os serviços concentram-se nas etapas de terraplenagem, escavações e fundações, consideradas fundamentais para garantir a estabilidade estrutural do prédio.
Após a conclusão dessa fase, serão iniciados os trabalhos de superestrutura, que incluem a construção de pilares, vigas, lajes, paredes e demais componentes da edificação.
O secretário estadual da Infraestrutura, Gustavo Coelho, destacou que a localização estratégica da unidade facilitará o acesso de pacientes vindos de diferentes regiões do estado.
Hoje visitamos uma obra transformadora para o Rio Grande do Norte. O Hospital Metropolitano está sendo construído em uma área estratégica, na confluência da BR-304 com a BR-101, facilitando o acesso da população da Região Metropolitana e do interior."
Segundo ele, a etapa atual exige precisão técnica para assegurar a qualidade e a durabilidade da futura estrutura hospitalar.
Fátima destaca legado para a saúde pública
Durante a visita, a governadora Fátima Bezerra afirmou que o Hospital Metropolitano representa uma conquista histórica para a população potiguar e ressaltou a parceria entre os governos estadual e federal para viabilizar o projeto.
De acordo com a governadora, a unidade atenderá uma demanda antiga da população e permitirá ampliar o acesso aos serviços especializados do SUS.
É uma obra que fala por si só. É uma obra que vai cuidar da saúde das pessoas, salvar vidas. Essa é uma demanda colocada há muitos anos e um compromisso do nosso governo que agora se torna realidade graças à parceria com o presidente Lula."
Fátima destacou ainda que o hospital integra as principais obras do Novo PAC e será um dos maiores legados da atual gestão para a área da saúde.
Ministro da Saúde diz que hospital fortalecerá o SUS no RN
O ministro Alexandre Padilha classificou o empreendimento como um marco para a saúde pública do Rio Grande do Norte.
Segundo ele, a nova unidade permitirá ampliar a oferta de atendimentos especializados e reduzir a pressão sobre o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
O Hospital Metropolitano é um marco do SUS no Rio Grande do Norte. Será um novo hospital preparado para atender os casos de trauma, acidentes, urgência e emergência, além da alta complexidade."
Padilha ressaltou que a localização da unidade facilitará o atendimento tanto da Região Metropolitana quanto dos municípios do interior.
Hospital deve reorganizar a rede estadual de saúde
Para o secretário estadual da Saúde Pública, Alexandre Motta, o novo hospital representará uma mudança importante na organização da assistência hospitalar potiguar.
Ele explicou que a unidade concentrará grande parte dos atendimentos de alta complexidade atualmente distribuídos por diferentes hospitais.
Toda a alta complexidade em neurocirurgia, traumato-ortopedia e outras especialidades será direcionada para esta unidade, permitindo o reposicionamento do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel."
Segundo Motta, a previsão é concluir a fase de fundações entre o fim de agosto e o início de setembro, quando as obras deverão avançar para a construção da superestrutura.
Empreendimento também deve impulsionar economia
Além dos benefícios para a saúde pública, o Hospital Metropolitano deverá gerar impactos econômicos importantes durante e após sua construção.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o empreendimento criará empregos temporários durante a obra e abrirá novas oportunidades permanentes após a inauguração.
Entre os setores beneficiados, ele citou:
Segundo o ministro, o complexo deverá se consolidar como um novo polo de desenvolvimento regional.
Obra é uma das maiores da saúde no RN
Executada pela Construtora Ramalho Moreira, vencedora da licitação promovida pelo Governo do Estado, a obra figura entre os maiores investimentos em infraestrutura hospitalar atualmente em andamento no Rio Grande do Norte.
Além de ampliar a capacidade do SUS, o Hospital Metropolitano deverá reduzir filas por procedimentos especializados, descentralizar o atendimento de casos graves e oferecer uma estrutura moderna voltada à assistência de média e alta complexidade.
A expectativa do Governo do Estado é que, após a conclusão, a unidade transforme a rede hospitalar potiguar, garantindo maior capacidade de atendimento, mais resolutividade nos casos de trauma e acesso ampliado aos serviços especializados para milhares de pacientes de todas as regiões do Rio Grande do Norte.
Autoridades acompanharam visita técnica
Também participaram da visita às obras a prefeita de Parnamirim, Nilda Silva, representantes da Caixa Econômica Federal, secretários estaduais, equipes técnicas responsáveis pelo empreendimento e demais autoridades ligadas aos governos estadual e federal.
A agenda marcou mais uma etapa do acompanhamento das obras, consideradas estratégicas para a modernização da saúde pública no estado.
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