Cidades
O Rio Grande do Norte e o Brasil apresentam uma tendência de queda no número de casamentos e aumento nos divórcios, conforme dados do IBGE. Em 2024, o estado registrou 12.835 casamentos civis, uma diminuição em relação ao ano anterior, enquanto os divórcios totalizaram 4.616, refletindo uma redução, mas ainda em níveis elevados.
Nos últimos dez anos, o número de casamentos no RN caiu 21,30%, com dezembro de 2024 apresentando a maior quantidade de cerimônias, embora com uma redução percentual em relação a 2023. Os divórcios, por sua vez, mostraram uma queda de 19,23% em 2024, mas a maioria ocorreu em casamentos com mais de 26 anos.
Embora a redução nos divórcios em 2024 seja notável, os números ainda permanecem altos, com 9.428.301 divórcios registrados no Brasil, uma diminuição de 2,8% em relação ao ano anterior. Especialistas do IBGE alertam que essa queda não é suficiente para indicar uma mudança na tendência de aumento dos divórcios ao longo dos anos.
A cada ano que se passa as pessoas estão casando menos e se divorciando mais no Rio Grande do Norte e no Brasil, segundo apontam os números da nova pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados neste mês de dezembro.
No Rio Grande do Norte, em 10 anos, o número de casamentos no Estado recuou 21,30%. O percentual do último ano só não foi menor do que em 2020, ano da Pandemia de Covid-19, quando houve 10.019 casamentos civis no RN.
Em 2024, foram registrados 12.835 casamentos civis no Rio Grande do Norte, 111 a menos do que em 2023, seguindo a tendência de queda iniciada em 2019.
O mês de dezembro de 2024 foi o período que se manteve com a realização da maioria dos casórios, mas o percentual caiu de 12,75% em 2023 para 11,83% em 2024.
Número de divórcios no RN
Em relação aos divórcios, apesar da queda significativa na quantidade de divórcios no Estado potiguar, de 19,23% em 2024, os números ainda se mantêm em alta. Segundo a pesquisa, 4.616 casais se divorciaram no Rio Grande do Norte em 2024, pouco mais de mil a menos que o registrado no ano anterior (5.715 divórcios).
Foram considerados divórcios de casamentos heterossexuais concedidos em primeira instância ou por escritura, documento que formaliza o fim do casamento de forma consensual, sem a necessidade de processo judicial.
Os que mais se divorciaram eram casamentos que já tinham passado das bodas de prata. A pesquisa apontou que, em 2024, a maioria dos divórcios judiciais ocorreram em casamentos com 26 anos ou mais (23,79%).
Em segundo lugar, ficaram os casamentos com 10 a 14 anos (16,30%). Os casamentos com até um ano representaram 4,88% do total de divórcios no RN.
Separações no país
Em 2024, a pesquisa Estatísticas do Registro Civil apurou um total de 9.428.301 divórcios entre pessoas de sexos diferentes concedidos em primeira instância ou realizados por escrituras extrajudiciais, o que representa uma redução de 2,8% em relação ao total contabilizado em 2023.
Há 20 anos, a média de duração de um casamento no Brasil era de 17,1 anos. Em 2014 o número caiu para 14,7 e, no ano passado, para 13,8.
De modo geral, nos últimos anos, o número de divórcios vem aumentando. Segundo os técnicos do IBGE, a queda registrada no ano passado ainda não é suficiente para indicar uma mudança dessa tendência.
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