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Menino internado desde o nascimento sai da UTI e conhece o mar pela primeira vez em Natal

Imagem: Hospital Rio Grande
Menino internado desde o nascimento sai da UTI e conhece o mar pela primeira vez em Natal  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Hospital Rio Grande

Publicado em 28/03/2026, às 13h23   Mayane Lins



Thomas, um menino de 1 ano diagnosticado com cardiopatia congênita, teve sua primeira experiência fora do hospital ao visitar a Praia do Meio em Natal, acompanhado por uma equipe de saúde, o que representa um momento significativo para sua família após um ano de internação.

A visita foi organizada pela equipe do Hospital Rio Grande como parte de iniciativas de humanização, visando amenizar o impacto emocional do tratamento prolongado tanto para o paciente quanto para os familiares.

Embora tenha desfrutado do passeio, Thomas ainda aguarda a decisão judicial sobre a disponibilização de home care pelo SUS, essencial para sua alta segura e continuidade do tratamento em casa, enquanto a família busca garantir esse direito na Justiça.

Resumo gerado por IA

Internado desde o nascimento, o pequeno Thomas, de 1 ano, viveu na sexta-feira (27) um momento inédito fora do ambiente hospitalar. Diagnosticado com cardiopatia congênita, ele deixou, por algumas horas, a UTI pediátrica do Hospital Rio Grande, onde segue em tratamento contínuo, para conhecer o mar pela primeira vez. A visita aconteceu na Praia do Meio, na Zona Leste de Natal, e foi acompanhada por uma equipe de profissionais de saúde, que garantiu toda a assistência necessária durante o trajeto e a permanência no local.

Veja o momento emocionante: 

Natural de Lajes, no interior do Rio Grande do Norte, Thomas realizou o passeio após um pedido da mãe, Tatiely Shirlaine Nunes da Silva, que buscava proporcionar ao filho uma experiência fora da rotina marcada por cuidados intensivos. A ação foi organizada pela equipe multiprofissional do hospital como parte de iniciativas de humanização voltadas a pacientes em internação prolongada. Segundo a unidade, esse tipo de estratégia busca amenizar o impacto emocional do tratamento, tanto para os pacientes quanto para os familiares.

Mesmo breve, o momento foi simbólico para a família, que acompanhou o menino em seu primeiro contato com o ambiente externo desde o nascimento. A expectativa agora é pela continuidade do tratamento fora do hospital.

Expectativa por decisão judicial

Apesar da possibilidade de deixar o hospital, Thomas ainda não pode receber alta definitiva. Isso porque ele depende da disponibilização do serviço de home care pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que garantiria a continuidade do tratamento em casa, com a estrutura necessária.

A família já entrou com um processo na Justiça para assegurar o direito ao atendimento domiciliar. A última atualização do caso foi a visita de representantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ao hospital. No entanto, até o momento, não há decisão final, e a mãe aguarda o andamento do processo.

Sem o home care, a alta não pode ser realizada com segurança. Por isso, a principal expectativa da família é que a Justiça reconheça a urgência da situação, permitindo que Thomas possa deixar a UTI e seguir o tratamento ao lado dos familiares, fora do ambiente hospitalar.

Entenda o quadro de saúde

A cardiopatia congênita é uma condição em que a criança já nasce com alterações na estrutura ou no funcionamento do coração. Ou seja, trata-se de um problema presente desde a gestação, e não adquirido ao longo da vida. No caso de Thomas, a doença exigiu a realização de procedimentos cirúrgicos e acompanhamento contínuo desde o nascimento.

Atualmente, o quadro clínico é considerado estável, o que já permite, com suporte adequado, a permanência fora do hospital. No entanto, ele ainda depende de monitoramento constante e do uso de equipamentos, como oxigênio e aparelhos de acompanhamento cardíaco, para manter o funcionamento adequado do organismo.

Segundo a equipe médica, além dos cuidados clínicos, ações como a saída para a praia também têm impacto no aspecto emocional, tanto da criança quanto da família. Em casos de internação prolongada, iniciativas desse tipo são vistas como parte importante do processo de cuidado, ao oferecer momentos de acolhimento e alívio em meio à rotina hospitalar.

Classificação Indicativa: Livre

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