Cidades

Médico é condenado na França por morte de bilionário durante cirurgia estética íntima

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Cirurgião Guy H. é condenado após morte de empresário durante cirurgia estética em Paris, em 2019, com pena de prisão e proibição de exercer a medicina.  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Reprodução

Publicado em 31/01/2026, às 18h54   Mayane Lins



Um cirurgião francês foi condenado pela morte do empresário Ehud Arye Laniado durante uma cirurgia estética em 2019, resultando em uma parada cardíaca. A decisão, proferida em janeiro de 2026, destaca a gravidade do incidente e suas implicações para a prática médica.

A cirurgia ocorreu em uma clínica privada fora do horário regular, e a investigação revelou falhas significativas, como a falta de protocolos adequados e a ausência de atendimento de emergência imediato, que contribuíram para a morte do paciente.

O cirurgião recebeu uma pena de prisão em regime brando e foi proibido de exercer a medicina, enquanto um médico assistente também foi condenado, mas com pena suspensa. O caso gerou repercussão internacional e levantou preocupações sobre a segurança em procedimentos estéticos de alto risco.

Resumo gerado por IA

A Justiça francesa condenou o cirurgião Guy H. pela morte do empresário do setor de diamantes Ehud Arye Laniado, ocorrida durante uma cirurgia estética para aumento do pênis realizada em março de 2019, em Paris. A decisão foi proferida em janeiro de 2026, quase cinco anos após o procedimento que terminou em parada cardíaca.

De acordo com o processo, a intervenção foi realizada fora do horário regular de funcionamento, em uma clínica privada frequentada por pacientes de alto poder aquisitivo. Durante a aplicação de substâncias anestésicas, o empresário sofreu uma parada cardiorrespiratória. A investigação apontou que não houve acionamento imediato de serviços de emergência, o que foi determinante para o desfecho fatal.

A sentença estabeleceu pena de prisão em regime brando para o cirurgião, além da proibição definitiva de exercer a medicina. Um médico assistente que participava do procedimento também foi condenado, mas teve a pena de 12 meses de prisão suspensa.

Ao longo da apuração, peritos e autoridades judiciais identificaram falhas consideradas graves, como a ausência de protocolos adequados para cirurgias desse tipo, deficiência no atendimento de urgência e omissão diante do agravamento do quadro clínico do paciente. Esses elementos foram centrais para a responsabilização penal dos envolvidos.

O caso ganhou repercussão internacional à época da morte e voltou a chamar atenção com o encerramento do julgamento, tornando-se um dos episódios mais emblemáticos envolvendo procedimentos estéticos de alto risco realizados fora dos padrões médicos exigidos.

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