Cidades

Mamonas Assassinas serão exumados; saiba por que o que deve acontecer com os restos mortais dos cantores após exumação

Guilherme Bianchi - Metrópoles
As famílias decidiram pela cremação dos corpos dos Mamonas Assassinas, que serão utilizados em um novo conceito de homenagem póstuma  |   BNews RN - Divulgação Guilherme Bianchi - Metrópoles
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 23/02/2026, às 12h53



Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados 30 anos após o acidente aéreo que os vitimou, com a cremação das cinzas destinada à criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas em Guarulhos, SP.

A decisão das famílias visa homenagear os artistas de forma inovadora, utilizando as cinzas para plantar árvores que representarão cada membro da banda, além de permitir que moradores também possam fazer o mesmo em memória de seus entes queridos.

O projeto busca criar um espaço de memória e silêncio, ampliando o memorial para a comunidade, e foi apoiado por familiares que desejam preservar a memória da banda e suas boas lembranças.

Resumo gerado por IA

Os corpos dos membros da banda Mamonas Assassinas, Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, serão exumados 30 anos depois do trágico acidente aéreo que vitimou os cinco artistas no auge da fama. A exumação está marcada para esta segunda-feira (23). 

Segundo um familiar de um dos artistas mortos, a exemação tem um propósito maior: os restos mortais dos músicos serão cremados visando a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas. Resumindo, as cinzas serão utilizadas para plantar árvores.

As famílias decidiram pela cremação dos corpos após exumação. 

O jardim será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, local onde eles estão sepultados. Uma sexta vítima da tragédia ocorrida em 1996, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no local.

O procedimento visa a criação do jardim e integra um conceito que propõe uma nova forma de homenagem póstuma, em que as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação juntamente com a semente de espécies nativas.

Um espaço de memória, silêncio e presença em homenagem à banda, além de ampliação do memorial para a comunidade. Os moradores do município também poderão utilizar as cinzas de seus entes queridos para plantar árvores no Jardim.

“É um lindo projeto onde temos um Memorial Mamonas Assassinas cheio de lembranças boas com fotos. Cada árvore irá representar um artista! [É] algo inovador que, depois de trinta anos, nós, os familiares, resolvemos aderir”, disse Jorge Santana, CEO da marca Mamonas e primo do Dinho.

“Para a gente, Mamonas continua sendo um motivo de muito orgulho, onde a memória tem e deve ser preservada", destacou.

Relembre o acidente

O acidente aéreo envolvendo os cinco integrantes da banda aconteceu no dia 2 de março de 1996, quando a aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida.

Além dos cinco integrantes da banda, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

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