Cidades

Idoso perde segunda perna após esperar por cirurgia; caso expõe fila na saúde do RN

Reprodução: Reprodução/Inter TV Cabugi
Após a segunda amputação, o idoso depende de cuidados constantes e sua família busca recursos para melhorar sua assistência  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Reprodução/Inter TV Cabugi
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 15/04/2026, às 18h09



Um idoso de 82 anos precisou amputar a segunda perna após enfrentar cerca de um mês e meio de espera por uma vaga para cirurgia na rede pública de saúde em Natal. Inicialmente, a indicação médica era para a retirada de apenas um dedo do pé, o que poderia ter evitado o agravamento do quadro.

Segundo familiares de Abimael da Silva, a demora na transferência hospitalar contribuiu diretamente para a evolução da doença. O caso foi relatado à imprensa local e gerou preocupação sobre a situação da fila por procedimentos no estado.

O idoso já havia passado pela amputação da primeira perna no início deste ano, após complicações decorrentes de diabetes. Na ocasião, também houve demora para a realização de exames essenciais, como a avaliação da circulação sanguínea.

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Fila de cirurgias e impacto no estado

De acordo com dados do sistema Regula Cirurgias, o Rio Grande do Norte registra atualmente cerca de 46 mil procedimentos na fila, incluindo cirurgias de diferentes níveis de complexidade. O número evidencia a pressão sobre a rede pública de saúde e os desafios no acesso a atendimentos especializados.

Amigos da família afirmam que o quadro de Abimael poderia ter sido diferente com atendimento mais ágil.

“Se ele tivesse sido transferido mais rápido, talvez não tivesse perdido a outra perna”, relatou uma pessoa próxima.

Antes do agravamento da doença, o idoso mantinha uma rotina ativa. Após a segunda amputação, passou a depender de cuidados constantes e permanece a maior parte do tempo acamado.

Diante da nova realidade, familiares iniciaram uma mobilização para adquirir uma cama hospitalar e garantir melhores condições de assistência. O caso reacende o debate sobre a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento e redução das filas na rede pública de saúde.

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