Cidades

Humor ou desrespeito? Nome de equipe em evento esportivo da UFRN gera polêmica e onda de repúdio

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A expressão utilizada pela equipe em campeonato foi considerada incompatível com os valores de respeito e dignidade no ambiente acadêmico  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 17/04/2026, às 09h21   Malu Machado



O uso de uma nomenclatura sugestiva por uma equipe formada por estudantes de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) gerou forte repercussão e a publiação de nota oficial de repúdio nesta semana.

A equipe, batizada de “Habeas pernas”, participou da 7ª edição da Liga Capitólio, evento esportivo realizado nos dias 11 e 12 de abril, em Natal.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com informações publicadas pela Tribuna do Norte, o Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti (CAAC), entidade que representa os estudantes de Direito da UFRN, se manifestou na quinta-feira (16) afirmando que não compactua com a terminologia utilizada.

Objetificação e Violência Simbólica

O CAAC agiu após receber denúncias de outros alunos. Em nota, a entidade explicou que, embora a organização do evento e os envolvidos aleguem que o nome possui uma interpretação associada ao contexto esportivo e recreativo, o entendimento acadêmico é mais rigoroso.

Para o Centro Acadêmico, a expressão ultrapassa a brincadeira e revela um conteúdo que remete à objetificação sexual da mulher, podendo configurar uma forma de violência simbólica de gênero. 

A entidade relembrou, inclusive, que esse mesmo nome já havia sido alvo de debates e rejeição no curso em 2017, por ser considerado incompatível com os valores de respeito e dignidade.

Reflexão Institucional

O evento, promovido pelo Capitólio - uma holding jurídica vinculada a iniciativas de alunos da UFRN -, ocorreu fora das dependências da universidade, mas mobilizou a comunidade acadêmica. O CAAC reforçou a importância de que os futuros juristas adotem uma postura ética desde a graduação.

É indispensável que, na condição de juristas em formação, os discentes adotem uma postura compatível com a promoção da dignidade da pessoa humana", afirmou a entidade em trecho da nota.
Segundo a Tribuna do Norte, a reitoria da UFRN foi procurada para comentar o caso, mas não enviou resposta até o momento.

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