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Homem morre após transplante de órgão infectado; entenda

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A morte de um homem após receber rim contaminado alerta para riscos de transplantes e a necessidade de cuidados rigorosos.  |   BNews RN - Divulgação reprodução Pfizer
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 08/12/2025, às 12h15



Um homem faleceu nos Estados Unidos após receber um rim infectado pelo vírus da raiva, destacando a necessidade de atenção médica global sobre a transmissão da doença por transplantes de órgãos. O caso é alarmante, pois a raiva é geralmente transmitida por mordidas de animais, mas pode raramente ser passada de humano para humano através de órgãos contaminados.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) confirmou que o receptor foi infectado diretamente pelo órgão doado, que não apresentava sinais de infecção na triagem inicial. O doador havia sido arranhado por um guaxinim, o que não foi considerado um risco durante a avaliação.

Após a investigação, os médicos removeram córneas de outros três receptores do mesmo doador e iniciaram a profilaxia pós-exposição, que se mostrou eficaz, pois essas pessoas não desenvolveram sintomas. Especialistas recomendam uma triagem mais rigorosa para doadores, considerando exposições a animais silvestres e sinais neurológicos antes de liberar órgãos para transplante.

Resumo gerado por IA

Um homem faleceu nos após receber um rim infectado pelo vírus da raiva nos Estados Unidos. O caso revela um alerta médico mundial sobre o assunto. Isso porque a doença, que é quase sempre transmitida por mordidas de animais, pode em raríssimas situações ser passada de humano para humano, principalmente em transplantes de órgãos contaminados.

A situação foi investigada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), que confirmou que o receptor do transplante foi infectado diretamente pelo órgão doado. No episódio recente, o homem recebeu um rim em dezembro de 2024, de um doador que havia morrido pouco tempo antes. Na triagem, que é realizada previamente do dia do transplante, não havia sinal claro de infecção.

Somente aproximadamente de 51 dias após o transplante, o receptor começou a apresentar sintomas neurológicos graves e morreu. Os exames realizados no corpo do homem identificaram o RNA do vírus da raiva no rim transplantado, confirmando a transmissão.

Após investigação do CDC, descobriu-se que o doador tinha sido arranhado por um guaxinim, fato que não foi tratado como risco na avaliação inicial.

Três outras pessoas também receberam tecidos do mesmo doador. Nesses casos, de córneas. Para evitar uma possível infecção, os médicos removeram esses enxertos e administraram a profilaxia pós-exposição, tratamento usado quando alguém pode ter sido exposto ao vírus. Essas pessoas não desenvolveram sintomas.

O episódio mais rescente passou a integrar a lista de eventos raros nos EUA envolvendo raiva transmitida por transplante, o quarto registrado desde 1978.

A grande dificuldade é que a raiva é tão incomum em humanos que o vírus não costuma fazer parte da triagem padrão em doadores. Por isso, especialistas reforçam que detalhes como exposição recente a animais silvestres, arranhaduras e sinais neurológicos devem ser levados a sério antes de liberar órgãos para transplante.

Em quadros suspeitos de que um receptor possa ter sido exposto ao vírus, a orientação é agir rapidamente: remover tecidos transplantes quando possível, iniciar a profilaxia pós-exposição e ampliar a investigação epidemiológica. A recomendação também vale para serviços de saúde que lidam diretamente com doadores.

Apesar de extremamente rara, a transmissão de raiva por órgão doado é real. E, por ser uma doença praticamente 100% fatal após o início dos sintomas, todo cuidado é indispensável.

Transmissão da raiva

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a raiva é uma doença grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo pessoas. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, quase sempre leva à morte.

O vírus costuma entrar no corpo pela saliva de animais infectados, como cachorros, morcegos ou guaxinins.

Porém, estudos mostram que, apesar de excepcional, a transmissão por transplante já foi registrada diversas vezes no mundo. Uma revisão científica publicada em 2018 contabilizou pelo menos 13 casos confirmados entre 1978 e 2017, todos relacionados a órgãos ou tecidos contaminados. (METROPOLES/Isabella França).

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