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Hoje é Dia do Folclore: relembre algumas das principais lendas brasileiras

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Hoje é Dia do Folclore: relembre algumas das principais lendas brasileiras+  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução

Publicado em 22/08/2026, às 14h15   Redação



O Dia do Folclore, celebrado em 22 de agosto, destaca a importância da preservação das tradições culturais brasileiras, que incluem lendas, danças e saberes populares transmitidos ao longo das gerações.

Entre as lendas mais conhecidas estão Saci-Pererê, Curupira e Iara, que refletem a diversidade cultural do Brasil e são mantidas vivas pela tradição oral, adaptando-se às características regionais.

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, vinculado ao Iphan, pesquisa e documenta esse patrimônio, que inclui cerca de 20 mil objetos e materiais audiovisuais, reforçando a relevância do folclore na identidade nacional.

Resumo gerado por IA

Celebrado nesta sexta-feira (22), o Dia do Folclore chama atenção para a preservação das tradições e manifestações que fazem parte da cultura popular brasileira. A data foi oficializada no país em 1965 e reúne costumes, crenças, festas, músicas, danças, histórias e saberes transmitidos entre gerações.

Entre as expressões mais conhecidas estão as lendas que atravessaram décadas e continuam presentes no imaginário popular. Saci-Pererê, Curupira, Iara, Boto-cor-de-rosa, Boitatá e Mula sem Cabeça são alguns dos personagens que ajudam a contar a diversidade cultural do país.

Formado a partir da influência de diferentes povos e regiões, o folclore brasileiro foi preservado, em grande parte, pela tradição oral. Por isso, muitas dessas histórias ganharam versões e características próprias ao longo do tempo e de acordo com o lugar onde são contadas.

A data foi oficializada no Brasil em 1965 e chama atenção para costumes, crenças, festas, músicas, danças, histórias e outros saberes populares transmitidos ao longo do tempo.

Saci-Pererê

Talvez um dos personagens mais lembrados quando se fala em folclore brasileiro, o Saci é retratado como um menino negro de uma perna só e gorro vermelho.

Nas histórias populares, ficou conhecido pelas travessuras: esconder objetos, assustar pessoas e provocar pequenas confusões. Com o passar do tempo, tornou-se um dos principais símbolos do folclore nacional.

Curupira

O Curupira tem origem ligada às tradições indígenas e é conhecido como o protetor das florestas e dos animais.

A característica mais marcante são os pés virados para trás. Segundo a lenda, as pegadas invertidas servem para confundir aqueles que tentam persegui-lo pela mata. Nas narrativas, o personagem costuma punir caçadores e pessoas que entram na floresta para destruí-la.

Iara

Conhecida também como Mãe-d'Água, Iara está ligada aos rios e às tradições indígenas.

Uma das versões da história conta que ela teria sido lançada às águas e salva pelos peixes, transformando-se em uma espécie de sereia. Desde então, viveria nos rios e utilizaria a beleza e o canto para encantar aqueles que se aproximassem.

Boto-cor-de-rosa

Uma das lendas mais populares da Amazônia nasceu a partir de um animal que realmente habita os rios da região.

Segundo a tradição, durante as festas, especialmente no período junino, o boto deixaria as águas e se transformaria em um homem elegante, vestido de branco e usando chapéu. Ele se aproximaria das mulheres durante as comemorações e retornaria ao rio antes do amanhecer.

Boitatá

Descrito em muitas versões como uma grande serpente de fogo, o Boitatá também aparece nas histórias populares como um guardião das matas.

A lenda ganhou diferentes características pelo país, mas geralmente está relacionada à proteção da floresta e dos animais contra aqueles que tentam provocar destruição.

Mula sem Cabeça

A Mula sem Cabeça é outra figura que atravessou gerações. A personagem costuma ser descrita como um animal que aparece durante a noite e corre soltando fogo pelo lugar onde deveria estar a cabeça.

Existem diferentes versões sobre a origem da maldição e sobre como ela poderia ser quebrada, dependendo da região do Brasil.

Negrinho do Pastoreio

Mais ligada à tradição do Sul do país, especialmente do Rio Grande do Sul, a história do Negrinho do Pastoreio também ganhou espaço entre as lendas brasileiras.

Transmitida ao longo de gerações, a narrativa possui diferentes versões e carrega elementos relacionados à escravidão, à violência e à religiosidade popular.

Folclore vai além das lendas

Apesar de Saci, Curupira e outros personagens estarem entre as primeiras lembranças quando o assunto é folclore, a cultura popular brasileira vai muito além das lendas.

Cordel, frevo, maracatu, carimbó, jongo, bumba meu boi, congadas, capoeira e quadrilhas juninas são exemplos de manifestações que carregam histórias, costumes e conhecimentos preservados por diferentes comunidades.

Parte desse patrimônio é pesquisada e documentada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O acervo da instituição reúne cerca de 20 mil objetos, além de documentos bibliográficos e audiovisuais relacionados à cultura popular.

Celebrado há mais de seis décadas no país, o Dia do Folclore é também uma forma de manter vivas histórias e tradições que continuam sendo contadas, adaptadas e transmitidas de geração em geração.

Classificação Indicativa: Livre

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