Cidades

Gripe K: novo vírus da gripe é identificado pela primeira vez no Brasil

Reprodução/Instituto Oswaldo Cruz
Ministério da Saúde confirma a presença do subtipo K da gripe em amostras do Pará, destacando a importância da vigilância  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Instituto Oswaldo Cruz

Publicado em 18/12/2025, às 08h53   Malu Machado



O Ministério da Saúde confirmou a identificação do subtipo K do vírus influenza no Brasil, especificamente no estado do Pará, enquanto o aumento de casos de síndromes gripais é observado em várias regiões do país, exigindo atenção das autoridades de saúde.

O Instituto Oswaldo Cruz destacou que o aumento das infecções por Influenza A (H3N2) é impulsionado por uma cepa diferente, o clado J.2.3, e não pelo subclado K, que ainda não é responsável pelo aumento de casos no Brasil.

A vacinação continua sendo enfatizada como uma medida crucial para reduzir hospitalizações, e a OMS atualizou a composição da vacina para incluir cepas mais próximas das atualmente circulantes, enquanto medidas de higiene são recomendadas para prevenção.

Resumo gerado por IA

O Ministério da Saúde comunicou que o novo subtipo do vírus influenza, conhecido como gripe K, já foi identificado no Brasil, em amostras analisadas no estado do Pará. De acordo com o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado em 12 de dezembro, não apenas o subclado K da Influenza A (H3N2) foi encontrado, mas também o subclado J.2.4 do mesmo vírus. 

Alerta da OMS 

A Organização Mundial da Saúde, embora alerte para o crescimento em alguns locais, reforça que, de modo geral, o aumento das infecções está dentro do esperado para a estação do ano, especialmente com a chegada do inverno no Hemisfério Norte na próxima semana.

Entretanto, a OMS observa que em algumas regiões do planeta, os aumentos estão acima do comum e começaram de forma mais precoce.

Especialistas esclarecem a situação no Brasil

Em meio ao alerta global, especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) esclarecem que o aumento da circulação de Influenza A (H3N2) no Brasil neste final de ano é impulsionado por uma cepa diferente, destacando a importância da vacinação e vigilância contínua.

"Estamos observando, em diferentes estados, um pico secundário de influenza H3 neste final de ano, mas o clado associado a esse aumento não é o K. O que tem circulado aqui é o clado J.2.3," frisa a virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios do IOC. 

Este cenário reforça que, até o momento, o subclado K não é o responsável pelo aumento de casos no país. A vigilância, porém, permanece intensificada devido à possibilidade de chegada de novos casos e a circulação local. 

Hospitalizações por Gripe A no país

O mais recente Informe de Vigilância das Síndromes Gripais no Brasil aponta para diferentes tendências regionais em relação às hospitalizações por Influenza A:

Em estados das regiões Norte (Amazonas, Pará e Tocantins), Nordeste (Bahia, Piauí e Ceará) e o estado de Santa Catarina (Sul) mostram sinal de crescimento ou manutenção das internações.

Já no Sudeste, a tendência observada é de redução gradual das internações associadas ao vírus.

Importância da vacinação

Os especialistas destacam a vacinação contra influenza como a ferramenta fundamental para reduzir hospitalizações e casos graves.

Para quem não se vacinou durante a última campanha, vale ir até o posto de saúde mais próximo e solicitar a imunização. Foto: TRE Sergipe
Para quem não se vacinou durante a última campanha, vale ir até o posto de saúde mais próximo e solicitar a imunização. Foto: TRE Sergipe

A composição da vacina de influenza foi atualizada em setembro pela OMS para o próximo ano, incluindo cepas mais próximas dos clados atualmente em circulação, inclusive o subclado K.

Como se prevenir?

Além da imunização, o IOC reforça as medidas básicas de higiene, essenciais para  a prevenção:

  • Higienização frequente das mãos;
  • Evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sintomas respiratórios;
  • Procurar atendimento médico o mais breve possível, especialmente em caso de febre;
  • Usar máscara de proteção para cobrir boca e nariz quando necessário.

Classificação Indicativa: Livre

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