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Governo prepara Desenrola 2.0 com uso do FGTS para quitar dívidas e proposta gera debate

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Com endividamento em alta, governo finaliza Desenrola 2.0, que pode permitir uso do FGTS para ajudar famílias endividadas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 28/04/2026, às 12h30



O governo federal acelera os ajustes finais do programa Desenrola 2.0, nova etapa da política de renegociação de dívidas que pode trazer uma medida inédita: permitir o uso de parte do saldo do FGTS para quitação de débitos.

Os detalhes da proposta foram alinhados nesta terça-feira (28), em Brasília, em reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa é que o programa seja anunciado ainda esta semana como nova tentativa de aliviar o endividamento das famílias brasileiras em meio ao aumento da inadimplência e da pressão sobre a renda.

Os detalhes da proposta foram alinhados nesta terça-feira (28), em Brasília, em reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os detalhes da proposta foram alinhados nesta terça-feira (28), em Brasília, em reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Proposta prevê uso parcial do FGTS para abater dívidas

Segundo informações do Ministério da Fazenda, o modelo em discussão permitirá que trabalhadores usem uma parcela do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para reduzir ou quitar débitos.

A proposta prevê limites para saque, com regras voltadas a preservar a sustentabilidade do fundo.

O desenho do programa já teria sido apresentado a instituições como:

• Caixa Econômica Federal
• Banco do Brasil
• Febraban
• Bancos e instituições financeiras

A ideia é ampliar mecanismos de renegociação e criar novo fôlego financeiro para famílias endividadas.

Endividamento recorde pressiona governo por novas medidas

A nova ofensiva ocorre em um cenário de forte pressão econômica.

Dados do Banco Central do Brasil mostram que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, o maior nível da série histórica.

Já o comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,7%, também em patamar recorde.

Os números reforçam o ambiente que impulsiona o governo a buscar alternativas emergenciais para aliviar o peso das obrigações financeiras.

Proposta gera críticas e divide especialistas

Apesar do apelo social da medida, o uso do FGTS para pagamento de dívidas tem provocado debate.

Entre as principais críticas estão preocupações com impactos sobre recursos tradicionalmente destinados ao financiamento habitacional e à proteção do trabalhador.

Setores produtivos apontam possíveis riscos como:

• Redução de recursos para habitação
• Pressão sobre a sustentabilidade do FGTS
• Menor reserva do trabalhador em caso de demissão
• Solução temporária para problema estrutural
• Possível retorno futuro da inadimplência

Entidades do setor imobiliário também demonstraram preocupação com eventuais efeitos sobre o crédito habitacional.

Desenrola 2.0 tenta ampliar alcance do programa original

A nova versão surge como expansão do programa original de renegociação, buscando alcançar novos públicos e oferecer instrumentos mais robustos de alívio financeiro.

A proposta em estudo pode combinar:

• Renegociação de dívidas
• Uso parcial do FGTS
• Condições especiais de pagamento
• Participação ampliada dos bancos
• Novas medidas para redução da inadimplência

O governo aposta que o programa pode ter impacto no consumo e no reequilíbrio financeiro das famílias.

Debate envolve alívio imediato e efeitos de longo prazo

A discussão sobre o Desenrola 2.0 vai além da renegociação de débitos e toca em um tema mais amplo: como enfrentar o endividamento recorde no país sem comprometer mecanismos de proteção social.

Enquanto o anúncio oficial é aguardado, a proposta já mobiliza governo, setor financeiro e especialistas em torno dos possíveis efeitos da medida na economia e no bolso dos brasileiros.

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