Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 02/09/2026, às 07h56
A Festa de Santa Rita de Cássia movimentou aproximadamente R$ 51,2 milhões na economia de Santa Cruz em 2026, segundo levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio Rio Grande do Norte (IFC) em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz (Sindivarejo Santa Cruz). O resultado, impulsionado pela presença de mais de 227 mil participantes, é o maior já registrado pela pesquisa e representa um crescimento de 27,4% em relação aos R$ 40,2 milhões movimentados em 2025.
O número de participantes também aumentou, mas em proporção menor que a movimentação financeira. Neste ano, cerca de 227,1 mil pessoas participaram dos festejos, crescimento de 7,5% na comparação com o ano anterior.
A pesquisa aponta ainda que a festa possui forte capacidade de atrair pessoas de outras cidades e estados. Os visitantes e turistas representaram 75,1% do público entrevistado, enquanto os moradores de Santa Cruz corresponderam a 24,9%.
Entre os visitantes que participaram da programação, 77,5% eram do Rio Grande do Norte, 14,9% da Paraíba e 5,3% de Pernambuco. O levantamento reforça o peso do turismo religioso para a economia local.
O impacto econômico também aparece no comportamento dos visitantes. Cada turista ou visitante gastou, em média, R$ 459,20 durante a passagem por Santa Cruz. A permanência média na cidade foi de 1,6 dia, com um gasto diário estimado em R$ 287.
Entre os moradores do município, o gasto médio total chegou a R$ 422,94. Esse público participou da programação durante uma média de 5,5 dias, permanecendo por mais tempo nos festejos.
Os valores foram distribuídos por diferentes setores da economia de Santa Cruz. Alimentação, transporte, hospedagem, comércio e prestação de serviços estiveram entre as atividades beneficiadas pelo aumento do fluxo de pessoas durante a festa.
Para Marcelo Queiroz, presidente do Sistema Fecomércio Rio Grande do Norte, os resultados mostram que a celebração religiosa ultrapassou a dimensão cultural e religiosa.
As pesquisas confirmam que o turismo religioso está se consolidando como um motor econômico”, afirmou.
Os empresários também foram ouvidos na pesquisa sobre os efeitos da festa em seus negócios. Aproximadamente 70% avaliaram positivamente o evento, enquanto apenas 8% classificaram os impactos de forma negativa.
O faturamento médio diário por estabelecimento durante o período dos festejos foi estimado em R$ 1.710. O desempenho variou de acordo com o setor analisado.
No comércio, o faturamento médio diário chegou a R$ 2.037,13, enquanto o segmento de serviços registrou média de R$ 1.376,26 por estabelecimento.
O resultado alcançado pelo comércio representa o maior faturamento médio diário do segmento em toda a série histórica da pesquisa, evidenciando o impacto do aumento no fluxo de consumidores durante a programação.
Os números revelam que a Festa de Santa Rita de Cássia tem influência direta sobre a economia do município. A presença majoritária de visitantes de outras localidades amplia a demanda por produtos, serviços e estruturas de atendimento durante o período de celebrações.
Além de movimentar milhões de reais, o evento atrai turistas de diferentes estados e mantém consumidores circulando pela cidade por vários dias. O cenário beneficia especialmente atividades ligadas ao comércio, alimentação, hospedagem, transporte e serviços.
O crescimento de 27,4% na movimentação financeira, superior ao avanço de 7,5% no número de participantes, também indica aumento do impacto econômico individual dos participantes.
Com o recorde registrado em 2026, a Festa de Santa Rita de Cássia consolida Santa Cruz como um dos principais destinos de turismo religioso do Rio Grande do Norte, mostrando que a programação religiosa também exerce papel importante na geração de renda e na movimentação do comércio local.
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