Cidades
Quem estiver no Rio Grande do Norte e olhar para o céu na madrugada de 28 de agosto poderá acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais interessantes do mês.
Um eclipse lunar parcial será visível a olho nu em todo o Brasil e poderá fazer com que a Lua apresente uma tonalidade diferente, chegando a adquirir uma aparência avermelhada durante parte do evento.
A observação começa ainda na noite de quinta-feira (27), quando a Lua entrará na região de sombra provocada pela Terra.
O momento de maior destaque ocorrerá já na madrugada de sexta-feira (28), por volta de 1h12, quando o eclipse atingirá seu ponto máximo.
Para acompanhar o fenômeno, não será necessário utilizar telescópio ou qualquer outro equipamento específico.
Confira os horários do eclipse lunar
A programação do fenômeno ocorre durante a noite do dia 27 e avança pela madrugada do dia 28.
Os principais horários são:
Início da fase parcial: 23h33 de quinta-feira (27)
Ponto máximo do eclipse: 1h12 de sexta-feira (28)
Fim da fase parcial: 2h51
Fim da fase penumbral: 4h01
A fase parcial será o período em que uma parte da Lua ficará dentro da sombra mais escura projetada pela Terra.
Depois que essa etapa terminar, o fenômeno continuará em sua fase penumbral até aproximadamente 4h01.
Eclipse poderá ser observado sem equipamentos
Uma das vantagens do eclipse lunar é que sua observação não exige instrumentos especiais.
Quem estiver em uma região com céu aberto poderá acompanhar o fenômeno simplesmente olhando para a Lua. Binóculos ou telescópios podem ser utilizados por quem deseja observar o satélite com mais detalhes, mas não são necessários para visualizar o eclipse.
As condições do céu, porém, serão determinantes para a qualidade da observação.
O ideal é procurar locais com pouca iluminação artificial, longe de áreas com excesso de luz, e que tenham o horizonte livre de obstáculos.
Em ambientes urbanos, a luminosidade de ruas, prédios e outras estruturas pode dificultar a visualização de detalhes do fenômeno.
Por que a Lua pode ficar avermelhada?
Durante um eclipse lunar, a Terra passa a ocupar uma posição entre o Sol e a Lua.
Essa configuração faz com que o planeta bloqueie parte da luz solar que normalmente chega diretamente à superfície lunar.
A sombra da Terra então é projetada sobre a Lua, fazendo com que uma parte do satélite natural fique escurecida.
Dependendo das condições do fenômeno, a luz que consegue alcançar a superfície lunar pode provocar uma coloração avermelhada.
É justamente essa aparência que deu origem ao termo popular “Lua de sangue”.
Apesar do nome, não se trata de uma mudança real na superfície da Lua. A coloração está relacionada à forma como a luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite.
O que é um eclipse lunar parcial?
O eclipse que poderá ser observado no fim de agosto será parcial.
Isso significa que a Lua não ficará completamente dentro da região mais escura da sombra da Terra.
Durante o período de maior intensidade, apenas uma parte do disco lunar será encoberta pela sombra mais escura projetada pelo planeta, enquanto outra parte permanecerá iluminada.
Essa característica diferencia o eclipse parcial de um eclipse lunar total, no qual toda a Lua passa pela região mais escura da sombra terrestre.
Mesmo sendo parcial, o fenômeno pode produzir uma mudança bastante perceptível na aparência do satélite, especialmente durante o período de maior cobertura.
RN terá boas condições para acompanhar o fenômeno
Moradores do Rio Grande do Norte estarão entre os brasileiros que poderão acompanhar o eclipse.
Como o fenômeno será visível em todo o território nacional, não será necessário viajar para outra região para observá-lo.
No RN, a recomendação é escolher um local com o céu aberto e o mínimo possível de interferência da iluminação artificial.
Quem pretende fotografar o eclipse também pode buscar locais mais afastados de áreas muito iluminadas, já que a poluição luminosa pode interferir na qualidade dos registros.
Mesmo sem equipamentos específicos, o fenômeno poderá ser acompanhado diretamente a olho nu, desde que as condições meteorológicas permitam uma boa visualização do céu.
Agosto terá dois eclipses
O eclipse lunar do dia 28 será o segundo fenômeno desse tipo registrado durante agosto. Antes dele, no dia 12 de agosto, ocorrerá um eclipse solar total.
Apesar de ser um eclipse total em determinadas regiões do mundo, o fenômeno não poderá ser observado do Brasil.
A faixa de totalidade ficará distante da América do Sul, impedindo que os brasileiros acompanhem diretamente o momento em que o disco lunar cobre completamente o Sol.
Já o eclipse lunar do fim do mês terá uma área de visibilidade muito mais ampla e poderá ser observado de todo o território brasileiro.
Eclipse solar será diferente do fenômeno lunar
Apesar de ocorrerem no mesmo mês, os dois eclipses apresentam características completamente diferentes.
No eclipse solar, a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia a luz solar para determinadas regiões do planeta.
No eclipse lunar, a configuração se inverte: a Terra fica entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.
Outra diferença importante está na observação. Eclipses solares exigem cuidados específicos para proteger os olhos, porque observar diretamente o Sol pode provocar danos à visão.
No caso do eclipse lunar, essa preocupação não existe, e a Lua pode ser observada diretamente durante o fenômeno.
Melhor momento será na madrugada
Embora o eclipse comece ainda na noite de quinta-feira, o momento mais interessante para quem deseja acompanhar o fenômeno será a madrugada de sexta-feira.
O ápice ocorrerá por volta de 1h12, quando a Lua estará no ponto máximo do eclipse.
A fase parcial continuará até aproximadamente 2h51, encerrando a etapa em que parte do satélite estará dentro da sombra mais escura da Terra.
Depois disso, a Lua seguirá pela fase penumbral, que terminará às 4h01.
Por isso, quem quiser acompanhar o fenômeno completo precisará permanecer atento ao céu durante várias horas.
Como observar o eclipse no RN
Para quem pretende acompanhar o eclipse lunar, algumas condições simples podem melhorar a experiência:
• Escolha um local com pouca iluminação artificial;
• Procure um ponto com horizonte livre;
• Confira as condições do céu antes do início do fenômeno;
• Não é necessário telescópio ou outro equipamento para observar a olho nu;
• Binóculos e telescópios podem ser usados para visualizar detalhes da Lua;
• O melhor momento para acompanhar a fase parcial será próximo de 1h12.
A observação, portanto, dependerá principalmente de o céu estar livre de nuvens e de haver pouca interferência da iluminação artificial.
Fenômeno será uma oportunidade para observar a Lua de forma diferente
Eclipses lunares estão entre os eventos astronômicos que podem ser acompanhados sem equipamentos sofisticados, o que permite que um grande número de pessoas participe da observação.
No caso do fenômeno de agosto, os moradores do Rio Grande do Norte terão a oportunidade de acompanhar a mudança gradual na aparência da Lua durante a madrugada.
O evento também será uma oportunidade para observar, na prática, a relação entre os movimentos aparentes do Sol, da Terra e da Lua e compreender como o alinhamento entre os três corpos celestes pode produzir diferentes tipos de eclipses.
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