Cidades
Publicado em 28/03/2026, às 08h31 Mayane Lins
Uma cratera se abriu na Rua Castelo Branco, no bairro Bom Pastor, em Natal, resultando no desabamento de uma residência desocupada e gerando apreensão entre os moradores, embora não tenha havido feridos.
Moradores relataram rachaduras em outras casas da rua, levantando preocupações sobre a estabilidade das estruturas, enquanto a Secretaria Municipal de Infraestrutura investiga as causas do afundamento do solo.
Equipes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros atuaram no local, e a interdição de imóveis dependerá de laudos técnicos, enquanto problemas no sistema de drenagem e esgotamento sanitário foram identificados como fatores agravantes da situação.
Uma ocorrência registrada no início da noite desta sexta-feira (27) mobilizou moradores do bairro Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal, após a abertura de uma cratera na Rua Castelo Branco.
O afundamento do solo resultou no desabamento de pelo menos uma residência, gerando apreensão na região. Apesar do impacto, não houve registro de feridos. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o imóvel mais atingido estava desocupado no momento do colapso.
Equipes da Seinfra foram enviadas ao local ainda durante a noite para avaliar as causas do ocorrido, enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil atuaram no atendimento da ocorrência e na análise de riscos.
Moradores relataram que outras casas da mesma rua passaram a apresentar rachaduras após o incidente, o que levanta preocupação sobre a estabilidade das estruturas próximas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a interdição de imóveis, medida que deve depender dos laudos técnicos em elaboração.
O episódio registrado em 2022 na Rua Mirassol, no bairro Felipe Camarão, Zona Oeste de Natal, permanece como um dos casos mais emblemáticos de colapso estrutural urbano na capital potiguar.
Ao longo de um fim de semana marcado por chuvas intensas, uma cratera se abriu e avançou por um quarteirão inteiro, comprometendo a estrutura de diversas residências.
Nos dias seguintes, a situação se agravou com o desabamento de uma das casas já interditadas, enquanto um segundo ponto de erosão se expandia no quarteirão acima.
A Defesa Civil revisou os dados e confirmou a interdição de 22 imóveis, após reavaliação técnica, diante do risco iminente de novos desmoronamentos.
A ocorrência mobilizou uma força-tarefa envolvendo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais, que atuaram no isolamento da área e no suporte às famílias atingidas.
Parte dos moradores precisou deixar suas casas às pressas, buscando abrigo com parentes ou em unidades disponibilizadas pelo município, como escolas públicas adaptadas para acolhimento temporário.
A instabilidade do solo também atingiu a BR-226, que teve trecho interditado por danos no asfalto, enquanto equipes técnicas monitoravam a evolução da erosão e estruturas comprometidas, como postes com risco de queda.
Além dos danos estruturais, o caso trouxe à tona problemas relacionados ao sistema de drenagem e esgotamento sanitário.
O rompimento de uma estação de tratamento agravou o cenário, com escoamento de resíduos e mistura com águas pluviais, ampliando os impactos na região.
Órgãos ambientais passaram a acompanhar a situação, com exigência de análises sobre possíveis contaminações do solo e da água subterrânea, além de medidas de recuperação das áreas afetadas.
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