Cidades
A permanência da bandeira tarifária amarela no mês de julho manterá a cobrança adicional nas contas de energia elétrica de consumidores e empresas em todo o país.
No Rio Grande do Norte, o cenário preocupa especialmente o setor produtivo, que pode enfrentar aumento nos custos operacionais e até repassar parte das despesas ao consumidor final.
A decisão foi confirmada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que definiu uma cobrança extra de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A medida é motivada pela redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e pela necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.
Comércio e setor produtivo sentem os maiores impactos
De acordo com a Fecomércio-RN, os segmentos mais afetados são aqueles que dependem de consumo contínuo de energia, como supermercados, restaurantes, hotéis, padarias, indústrias e estabelecimentos que utilizam sistemas de refrigeração e climatização durante todo o expediente.
Com o aumento da despesa energética, muitas empresas podem registrar redução na margem de lucro, além da necessidade de rever custos operacionais para manter a competitividade.
A entidade também avalia que, dependendo das condições de mercado e do nível de concorrência, parte desse acréscimo poderá ser incorporada aos preços de produtos e serviços oferecidos aos consumidores.
Energia pesa na estrutura de custos das empresas
Especialistas do setor destacam que a energia elétrica representa uma parcela significativa dos custos de produção em diversos segmentos econômicos. Por isso, mesmo reajustes considerados pequenos acabam produzindo impactos relevantes sobre o orçamento das empresas.
O efeito tende a ser ainda mais expressivo em negócios que operam por longos períodos ou utilizam equipamentos de alta potência diariamente.
Eficiência energética pode reduzir impactos
Diante do cenário de custos mais elevados, a recomendação é investir em medidas de eficiência energética para reduzir o consumo sem comprometer a produtividade.
Ações importantes:
Essas iniciativas ajudam a minimizar os efeitos da bandeira tarifária e contribuem para reduzir o peso da conta de energia no orçamento empresarial e doméstico.
Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias
As bandeiras tarifárias foram criadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para informar aos consumidores o custo real da geração de energia no país. O sistema funciona como um indicador das condições de produção de eletricidade e define se haverá ou não cobrança adicional na conta de luz.
Quando os reservatórios das hidrelétricas estão cheios, a geração de energia é mais barata e a bandeira permanece verde, sem cobrança extra.
Já em períodos de estiagem, o nível dos reservatórios diminui e o sistema elétrico precisa acionar usinas termelétricas, que utilizam combustíveis como gás natural, óleo diesel ou carvão.
Como essas usinas possuem custo de operação mais elevado, é aplicada uma tarifa adicional nas contas de energia.
As bandeiras funcionam da seguinte forma:
O objetivo é tornar o consumidor mais consciente sobre o custo da energia e incentivar o uso racional da eletricidade, especialmente nos períodos de maior pressão sobre o sistema elétrico.
Confira 10 dicas para economizar energia e reduzir o impacto na conta de luz
Mesmo com a cobrança da bandeira amarela, algumas mudanças de hábito podem fazer diferença no valor da conta de energia.
Algumas recomendações:
Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar economia significativa ao longo do mês, tanto para famílias quanto para empresas.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top