Cidades
O caso envolvendo uma criança em cima de um carro com supostas armas nas mãos, durante uma comemoração política após as apurações das eleições presidenciais, no domingo (04), continua dando o que falar e gerando discussões sobre o papel da sociedade na construção do público infantil em sociedade.
No vídeo, o menino aparece com supostas armas de fogo apontando para cima. O que levou ao questionamento dos internautas nas redes sociais sobre a necessidade desse tipo de permissão com esse objeto a uma criança.
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A reportagem do BNews RN esteve no Centro Integrado de Apoio à Criança e Adolescente de Parnamirim, cidade onde o caso aconteceu.
Em entrevista ao portal, a presidente do Conselho Tutelar 2, Cristiane Alves, falou sobre o assunto e o que o episódio do último domingo representa para a criança, os riscos e responsabilidade de pais e outras pessoas na construção desse indivíduo em sociedade.
É um vídeo forte, né? Uma criança não é para portar arma, não é uma suposta arma, porque eu também não sei se a arma é verdadeira ou não, então eu vou colocar como suposta arma.
Nenhuma criança, nem adulto pode portar arma sem um consentimento, sem uma autorização. E tratando-se de uma criança, realmente não pode de jeito nenhum".
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A conselheira tutelar lembrou que na criação dos filhos e proteção deles a situações que ofereçam riscos a eles, a responsabilidade é dos pais, inicialmente.
O Conselho Tutelar não é um substituto imediato dos pais, isso é fato. O próprio Estatuto da Criança do Adolescente diz, no artigo 4, que o primeiro dever com a criança é dos pais, segundo lugar é a sociedade", destacou Cristiane.
Segundo a conselheira, apesar da responsabilidade ser dos pais, qualquer pessoa pode fazer uma intervenção se uma criança está sendo vítima ou supostamente vítima de qualquer tipo de violência.
Ela lembra que o problema não está na comemoração política de politico A ou B, "mas a gente está falando aqui de proteção da criança".
"Eu como mãe, eu como pai, eu não posso colocar meu filho em risco. Eu tenho que ter essa consciência de que forma essa arma é colocada na mão de uma criança. Porque na hora que eu entrego a arma na mão de uma criança, seja de brinquedo ou não, o que essa arma está representando para essa criança? Essa criança faz uma menção de atirar para cima, está atirando em quem? É muito sério isso" questionou a conselheira.
Vale lembrar que a legislação e constituição brasileira garantem a esse público direito de viver em segurança, em sociedade, direito de ir a escola, de andar livremente, ao lazer, entre outras.
O disse a mãe do garoto ?
A mãe do menino de 9 anos filmado com objetos semelhantes a armas durante uma concentração de apoiadores de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), em Parnamirim, informou ao Conselho Tutelar que ele estava sob os cuidados do pai quando foi levado ao evento. Segundo o Conselho, os objetos exibidos pela criança eram brinquedos.
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