Cidades

Conflito na Redinha entre comerciantes e fiscalização termina em protesto

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BNews RN - Divulgação Reprodução das redes sociais

Publicado em 28/03/2026, às 12h51   Mayane Lins



Uma operação de fiscalização na praia da Redinha, em Natal, resultou em confrontos entre comerciantes e autoridades, após a proibição do uso da faixa de areia por barraqueiros, em cumprimento a uma decisão judicial.

Apenas dez quiosqueiros têm autorização para operar na área, enquanto outros comerciantes, que não atenderam aos critérios legais, foram notificados e correm o risco de penalidades por desobediência.

A situação exigiu a presença da Guarda Municipal e reforço policial para manter a ordem, e a Prefeitura anunciou que novas autuações serão realizadas, com os casos sendo encaminhados para as autoridades competentes.

Resumo gerado por IA

Uma ação de fiscalização realizada na praia da Redinha, na Zona Norte de Natal, gerou tensão entre comerciantes e equipes do poder público na manhã deste sábado (28). A operação ocorreu após o descumprimento de ordens anteriores que proibiam a utilização da faixa de areia ao lado da Igreja de Pedra por barraqueiros. A determinação tem como base um processo que tramita na 4ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, que estabelece regras para a ocupação e exploração da área.

Pelo acordo firmado no âmbito da ação, apenas dez antigos quiosqueiros estão autorizados a permanecer atuando no local, sob controle e acompanhamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

De acordo com a decisão, a utilização da faixa de areia depende de autorização formal ou de processo licitatório, critérios que, segundo os órgãos envolvidos, não são atendidos pelos demais comerciantes que continuam atuando na região. Ainda conforme a fiscalização, essas pessoas já haviam sido notificadas anteriormente e, em alguns casos, autuadas mais de uma vez. A permanência no local, segundo as autoridades, caracteriza descumprimento do acordo judicial e pode configurar crime de desobediência, além de obstrução ao trabalho de agentes públicos.

Durante a operação, houve resistência por parte de trabalhadores. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que materiais foram recolhidos pelas equipes e que parte dos equipamentos acabou sendo danificada durante a ação.

Veja os momentos: 

O que dizem os comerciantes? 

Os comerciantes afirmam que dependem da atividade para sustento e contestam a forma como a fiscalização foi conduzida. Alguns chegaram a bloquear acessos à praia e atearam fogo em objetos, o que aumentou a tensão na área.

A presença de agentes da Guarda Municipal e o reforço policial foram necessários para conter a situação e garantir a continuidade da operação. A Prefeitura informou que novas autuações devem ser aplicadas e que os casos serão encaminhados às autoridades competentes. A dinâmica do ocorrido e eventuais responsabilidades ainda serão apuradas.

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