Cidades

Comida com larvas: surto de infecção intestinal atinge 500 detentos em presídio do RN

Divulgação/SEAP
Autoridades investigam surto de infecção intestinal entre detentos, com sintomas graves como diarreia e febre  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/SEAP

Publicado em 22/06/2026, às 06h39   Malu Machado



Um suposto surto de infecção intestinal atingiu cerca de 500 detentos do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, nos últimos dias. Os internos apresentaram sintomas graves como diarreia, vômitos e febre. 

O caso gerou alerta e está sendo investigado conjuntamente pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

A principal suspeita das autoridades é de que os casos estejam diretamente relacionados às refeições servidas aos presos. Conforme relatos obtidos pelo perfil Mossoró Hoje, detentos vinham reclamando frequentemente da qualidade da comida, apontando refeições com odor desagradável e até a presença de larvas nas quentinhas entregues.

Força-tarefa médica e análise da comida

Para conter o avanço do surto dentro do presídio, uma força-tarefa com 12 profissionais de saúde, incluindo quatro médicos, foi mobilizada. Os pacientes estão sendo medicados com antibióticos e recebendo hidratação na própria unidade prisional.

Amostras das refeições fornecidas pela empresa Líder Refeições, responsável pelo abastecimento do complexo, foram recolhidas pela fiscalização e encaminhadas para análise laboratorial. Os exames devem identificar se há presença de bactérias, vírus ou outros agentes contaminantes na comida.

Imgens mostram situação da comida e dos utensílios utilizados na cozinha. Foto: Reprodução
Imgens mostram situação da comida e dos utensílios utilizados na cozinha. Foto: Reprodução

Risco de colapso hospitalar e de segurança

A grande preocupação dos órgãos de saúde e da Seap é evitar que o quadro clínico dos detentos piore, o que exigiria internações hospitalares em larga escala.
As autoridades avaliaram que a rede pública de saúde de Mossoró teria severas dificuldades para absorver centenas de presos ao mesmo tempo. 

Além do impacto no atendimento geral da população, transferências em massa gerariam um desafio crítico de segurança, logística e escolta policial para o Estado. O caso segue sob investigação.

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