Cidades
Publicado em 12/06/2026, às 11h25 Malu Machado
Um levantamento acende o alerta vermelho para as finanças públicas do Rio Grande do Norte. De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), o RN aparece no topo do ranking nacional entre os estados com o maior número de municípios considerados “insustentáveis”.
O dado revela que 65% das cidades potiguares não conseguem gerar receita própria suficiente para manter as suas próprias estruturas financeiras e administrativas básicas.
Na prática, o diagnóstico financeiro aponta que 108 dos 167 municípios do RN vivem em um cenário de forte dependência de transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e outros repasses da União e do Estado.
Sem esse dinheiro externo, essas prefeituras simplesmente entrariam em colapso, já que a arrecadação local (como IPTU e ISS) não cobre as despesas da máquina pública.
Pelos critérios rigorosos adotados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), uma cidade entra na classificação de insustentável quando os recursos gerados dentro do próprio município são inferiores aos custos fixos para manter a prefeitura, a câmara de vereadores e os serviços essenciais funcionando.
Esse cenário de vulnerabilidade extrema coloca o Rio Grande do Norte na 5ª posição nacional no ranking de dependência fiscal.
O problema não é exclusivo do território potiguar, mas se concentra fortemente na região Nordeste, que lidera os piores índices do país. O topo da lista de estados com maior percentual de cidades classificadas como insustentáveis é composto por:
Os dados originais do levantamento foram divulgados pelo portal BZ Notícias e mostram o tamanho do desafio que os novos e atuais gestores municipais enfrentam para equilibrar as contas e tentar atrair investimentos privados que movimentem a economia local.
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