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Chuvas garantem bandeira verde e evitam aumento na conta de luz

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Chuvas garantem bandeira verde e evitam aumento na conta de luz  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 31/01/2026, às 11h39   Mayane Lins



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária verde para fevereiro, o que significa que os consumidores não enfrentarão cobranças adicionais em suas contas de energia elétrica.

Essa decisão foi impulsionada pela melhora nas condições climáticas, com chuvas intensas que elevaram os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, diminuindo a necessidade de uso de usinas termelétricas mais caras.

A Aneel informará a bandeira tarifária para março no dia 27 de fevereiro, seguindo seu calendário oficial, enquanto o sistema de bandeiras tarifárias continua a ser uma ferramenta importante para refletir os custos de geração de energia no país.

Resumo gerado por IA

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (30), a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro. Com a decisão, os consumidores não terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica.

De acordo com a agência reguladora, o cenário foi favorecido pela melhora nas condições climáticas ao longo da segunda quinzena de janeiro. As chuvas mais intensas contribuíram para a recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.

Ainda segundo a Aneel, a definição da bandeira tarifária para o mês de março será divulgada no dia 27 de fevereiro, conforme o calendário oficial da agência.

Entenda o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e tem como objetivo indicar, de forma transparente, os custos variáveis da geração de energia elétrica no país. As cores das bandeiras refletem as condições de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e o impacto desses custos na conta de luz.

A avaliação das condições do sistema é feita mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a estratégia de geração de energia necessária para atender à demanda e estima os custos envolvidos nesse processo.

Quando a bandeira aplicada é a verde, não há acréscimo na tarifa. Já nas bandeiras amarela e vermelha, o valor da conta sofre reajuste a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, de acordo com o aumento do custo de geração.

Valores das bandeiras

Atualmente, na bandeira amarela, aplicada quando as condições de geração são menos favoráveis, há um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha, Patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 para o mesmo consumo. Já no Patamar 2 da bandeira vermelha, quando os custos são ainda mais elevados, o valor extra chega a R$ 7,87 a cada 100 kWh.

A Aneel revisa anualmente esses valores ao final do período chuvoso, geralmente em abril, definindo os patamares que serão aplicados no ciclo seguinte.

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