Cidades
Publicado em 12/05/2026, às 08h45 Malu Machado
Segundo dados da Rede de Monitoramento Climático da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Natal vive um início de 2026 marcado por chuvas intensas e volumes acima da média história. A capital registrou um acumulado médio de 841 mm apenas no primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril).
O grande destaque do relatório é o mês de abril, que se tornou o mais chuvoso do período. Com 416 mm de precipitação, o volume foi praticamente o dobro da média histórica de 240,5 mm registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Esse comportamento reforça um padrão de chuvas concentradas, que aumentam o risco de eventos extremos na cidade.
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O monitoramento, que utiliza 115 equipamentos espalhados por 57 pontos estratégicos, mostrou que as Zonas Sul e Norte foram as que mais receberam água neste início de ano:
Bairros da faixa costeira e da região Leste, como Mãe Luiza, Rocas e Petrópolis, seguem sendo monitorados com atenção por serem áreas historicamente sensíveis a deslizamentos e alagamentos.
A rede, implantada em dezembro de 2025 em parceria com o Grupo GEOMA, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) permite o acompanhamento em tempo real das chuvas.
Com estações automáticas em pontos como o Parque da Cidade e o Comando da 7ª Brigada de Infantaria, o sistema visa otimizar a emissão de alertas e ações preventivas em áreas de risco, integrando o Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas.
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