Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 21/10/2026, às 09h38
A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico nesta quarta-feira (21) e pode ser observada a olho nu no Rio Grande do Norte e em outras regiões do Brasil. Formado por partículas deixadas pelo cometa Halley, o fenômeno tem como período mais favorável de observação o intervalo entre 1h40 e o amanhecer, com o céu escuro após o desaparecimento da Lua no horizonte.
As regiões Norte e Nordeste apresentam uma leve vantagem para acompanhar a passagem dos meteoros. Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional, o ponto de onde os rastros parecem surgir alcança uma posição mais alta no céu nessas áreas.
Em condições ideais, a chuva pode apresentar 20 ou mais meteoros por hora, conforme a Organização Internacional de Meteoros (IMO). Isso não significa que todos serão visíveis em qualquer lugar, já que nuvens e iluminação urbana interferem na observação.
Os fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os riscos brilhantes conhecidos como estrelas cadentes. De acordo com De Cicco, eles podem atingir até 66 quilômetros por segundo, e alguns deixam rastros que permanecem visíveis por mais tempo.
Telescópios e binóculos são dispensáveis para observar as Orionídeas. A orientação é procurar um espaço com pouca luz artificial, de preferência afastado das áreas mais iluminadas das cidades, e acompanhar o céu diretamente.
No Hemisfério Sul, a constelação de Órion pode ser localizada usando a direção nordeste como referência. Ela abriga as Três Marias, conjunto de estrelas que ajuda no reconhecimento dessa região do céu.
Apesar dessa referência, concentrar a atenção apenas em Órion pode limitar a observação. Como os meteoros aparecem em diferentes direções, o ideal é manter um campo de visão amplo.
Também é necessário conferir a previsão do tempo, pois a presença de nuvens pode encobrir os rastros. Mesmo em um lugar escuro e com céu aberto, o número de meteoros observados pode variar durante a madrugada.
O nome Orionídeas vem da localização do radiante na constelação de Órion. Esse é o ponto de onde os meteoros parecem partir para quem acompanha o fenômeno da Terra.
A chuva acontece quando o planeta atravessa uma região com partículas deixadas pelo cometa Halley ao longo de sua trajetória. Ao atingir a atmosfera terrestre, esses fragmentos produzem os rastros luminosos.
Quem conseguir fotografar ou filmar a passagem dos meteoros também pode contribuir com pesquisas. O Projeto Exoss incentiva o envio de registros feitos por observadores para estudar as trajetórias e as características dos objetos que entram na atmosfera.
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