Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 21/10/2026, às 06h05
Natal registrou queda de 62,3% nos casos prováveis de dengue até a 41ª semana epidemiológica de 2026, encerrada no sábado (17), em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os registros passaram de 4.325 para 1.630. Apesar da redução, a baixa procura pela vacina em unidades de saúde mantém a preocupação com a prevenção diante da proximidade do verão.
A diminuição também aparece no conjunto das arboviroses monitoradas, que inclui dengue, chikungunya e zika. O total de casos prováveis caiu de 5.371 para 1.799, uma redução de 66,5%. Já as notificações passaram de 5.958 para 1.978, recuo de aproximadamente 66,8%.
Entre as três doenças, a chikungunya apresentou a maior queda proporcional, de 84,7%, passando de 856 para 131 casos prováveis. Os registros prováveis de zika diminuíram 80%, de 190 para 38.
Nas duas últimas semanas epidemiológicas analisadas, foram contabilizados 50 casos prováveis de arboviroses, contra 202 no mesmo intervalo de 2025. A redução nesse recorte foi de 75,2%.
Embora tenha apresentado queda, a dengue continua predominando entre as arboviroses na capital. A doença responde por 90,6% dos 1.799 casos prováveis registrados neste ano. Chikungunya e zika representam 7,3% e 2,1%, respectivamente.
O boletim informa 639 confirmações de dengue, 35 de chikungunya e três de zika. Não há mortes confirmadas pelas três doenças no período analisado.
Os 39,2% apresentados no painel ao lado das confirmações de dengue indicam a proporção de casos confirmados entre os 1.630 casos prováveis da doença em 2026. O percentual não representa aumento em relação ao ano anterior.
A SMS ressalta que os dados são provisórios e podem mudar conforme a atualização das informações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O boletim utiliza registros extraídos na quinta-feira (15).
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Brasília Teimosa, a média mensal de aplicação da vacina contra a dengue é de 20 doses. Segundo Vicentina Gurgel, responsável técnica pela sala de vacinação, as ações realizadas nas escolas da região ajudam a ampliar a imunização, mas a procura dentro da unidade permanece pequena.
Na UBS São João, no Tirol, foram aplicadas 135 doses entre primeiro de julho e 30 de setembro. O número equivale a uma média de 45 doses por mês no período.
A vacina Qdenga é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. De acordo com Lorena de Souza Araújo, chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, o imunizante está disponível em todas as unidades de saúde de Natal.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h, conforme a organização de cada unidade. Também há salas de vacinação no Midway Mall e no Partage Norte Shopping, com funcionamento das 13h às 20h nos dias úteis e das 10h às 15h aos sábados.
Segundo os números apresentados por Lorena, 5.798 pessoas receberam a primeira dose neste ano e 4.122 completaram o esquema com a segunda aplicação.
Além da vacinação, a prevenção depende de eliminar os locais de reprodução do mosquito Aedes aegypti. Luciano Pereira, chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) de Natal, orienta evitar água parada em garrafas, pneus e vasos de plantas, manter caixas d’água vedadas e limpar calhas e ralos.
O descarte correto do lixo, o tratamento das piscinas e a utilização de telas de proteção também estão entre as recomendações. O uso de repelentes, quando necessário, complementa as medidas de proteção.
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