Cidades
A criança de 10 anos que estava internada em Natal após suspeita de reação relacionada a um detergente da Ypê recebeu alta hospitalar depois que exames descartaram qualquer relação entre o produto e o quadro clínico apresentado.
A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta.
Segundo o secretário, a paciente foi diagnosticada com eritema infeccioso, doença viral provocada pelo parvovírus humano, que pode causar manchas avermelhadas na pele, febre e dores no corpo.
“A criança foi diagnosticada com uma doença infecciosa chamada eritema infeccioso”, afirmou Alexandre Motta.
De acordo com o titular da Sesap, exames sorológicos confirmaram que não houve contaminação associada ao detergente.
Foi descartada a hipótese de que houvesse a infecção por uma contaminação do produto do Ypê”, declarou o secretário.
Caso gerou repercussão após suspeita inicial
O episódio ganhou grande repercussão após a suspeita de que os sintomas teriam surgido depois de a menina utilizar o detergente enquanto possuía um pequeno corte na mão.
A hipótese passou a ser investigada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), mas acabou descartada durante a apuração do caso.
Segundo Alexandre Motta, a informação inicial sobre uma possível contaminação pelo produto não se confirmou.
No final das contas, se verificou que isso não foi verdadeiro”, afirmou.
O secretário também explicou que, desde o primeiro atendimento, os profissionais de saúde seguiram protocolos específicos para investigar doenças exantemáticas — aquelas que provocam manchas vermelhas pelo corpo.
Criança estava internada desde o dia 13
A menina estava internada no Hospital Infantil Varela Santiago desde o último dia 13. Antes disso, ela havia sido atendida na UPA de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, após apresentar manchas pelo corpo, dores intensas, perda de força nas pernas e dificuldade para caminhar.
A mãe da criança, Tatiane Gomes, afirmou que a filha nunca havia apresentado histórico de doenças graves ou alergias. Segundo a família, os sintomas começaram após ela retornar da escola.
Os parentes relataram que a menina chegou a perder os movimentos das pernas temporariamente e precisou ser levada à unidade de saúde nos braços do pai.
A família passou a relacionar o caso ao detergente após notícias sobre suspeitas envolvendo lotes da marca circularem nacionalmente.
Anvisa determinou recolhimento de lotes da Ypê
O caso ganhou ainda mais atenção porque, no início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da Ypê após identificar falhas no processo industrial da fabricante Química Amparo.
A medida atingiu detergentes lava-louças, sabões líquidos e desinfetantes produzidos na unidade da empresa em Amparo, interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, apenas os lotes terminados com o número 1 foram incluídos na decisão.
Durante inspeções sanitárias, foram apontadas falhas relacionadas à garantia da qualidade, produção e controle sanitário dos produtos. A agência informou ainda que havia risco potencial de contaminação microbiológica.
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