Cidades

Caos na saúde: greve suspende atendimento em hospitais universitários do RN

LAIS/UFRN
Servidores da rede que administra os hospitais universitários do RN cobram reajuste salarial e no vale-alimentação; veja quai serviços estão suspensos  |   BNews RN - Divulgação LAIS/UFRN

Publicado em 01/04/2026, às 08h03   Malu Machado



A greve nacional dos servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), iniciada em 30 de outubro, afeta diretamente o atendimento em hospitais universitários no Rio Grande do Norte, gerando incertezas em consultas ambulatoriais e cirurgias eletivas.

Pacientes de longas distâncias enfrentam dificuldades, como demonstrado pelo agricultor João Antunes, que viajou 115 km para uma consulta que não ocorreu devido à falta de profissionais, evidenciando o impacto da paralisação na saúde da população.

Os servidores reivindicam recomposição salarial e aumento no vale-alimentação, enquanto a Ebserh afirma que continua em negociações para resolver a situação e encerrar a greve.

Resumo gerado por IA

A greve nacional dos servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), iniciada na última segunda-feira (30), já reflete diretamente no atendimento dos três hospitais universitários geridos pela rede no Rio Grande do Norte: Hospital Onofre Lopes (Huol) e a Maternidade Januário Cicco, em Natal, além do Hospital Ana Bezerra, em Santa Cruz.

Embora a Ebserh garanta que serviços essenciais, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermarias, seguem funcionando, o cenário para quem depende de consultas ambulatoriais, exames e cirurgias eletivas é de incerteza. Segundo a empresa, essas atividades operam de forma parcial, com riscos de cancelamentos ou remarcações.

Desgaste e falta de aviso

O impacto da paralisação é sentido de forma mais severa por quem viaja longas distâncias em busca de assistência. Nesta terça-feira (31), pacientes que se deslocaram do interior para o Huol, em Natal, deram viagem perdida. Outros relatos foram registrados na manhã desta quarta-feira (1°)

O G1 RN contou o caso do agricultor João Antunes, de 50 anos. Ele percorreu 115 km saindo de Santa Cruz para uma consulta cardiológica que não aconteceu por falta de profissionais para realizar o eletrocardiograma. "Poderia avisar, ligar, dizer que não tinha mais consulta", lamentou o agricultor, destacando o desgaste físico para quem já enfrenta problemas de saúde.

Relato semelhante foi feito pela agricultora Gorete Bernardino, que acompanhou o marido em uma viagem de 135 km saindo de Serra de São Bento. Sem aviso prévio sobre a greve, o casal retornou para casa sem o atendimento necessário para o acompanhamento pós-infarto do marido.

Reivindicações e negociações

A categoria cruza os braços em busca de recomposição salarial e reajuste no vale-alimentação. Por meio de nota, a Empresa de Serviços Hospitalares informou que mantém as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (2026/2027) com os representantes dos trabalhadores para tentar encerrar a paralisação.

Classificação Indicativa: Livre

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