Cidades

Brasil se aproxima dos 90 casos confirmados por Mpox; RN investiga nova suspeita para doença

Instituto Todos Pela Saúde
Apesar da ausência de mortes, a Mpox pode levar a complicações graves; medidas de vigilância têm sido implementadas  |   BNews RN - Divulgação Instituto Todos Pela Saúde
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 25/02/2026, às 12h01 - Atualizado às 12h40



O Brasil registrou quase 90 casos confirmados de Mpox em 2026, com São Paulo liderando as ocorrências, totalizando 44 casos, seguidos por outros estados como Rio de Janeiro e Rondônia.

Desde 2022, o Rio Grande do Norte confirmou 147 casos, e embora não haja mortes até o momento, a doença pode levar a complicações graves sem o devido acompanhamento.

O Ministério da Saúde recomenda evitar contato com infectados e disponibiliza vacinação para grupos de risco, como pessoas vivendo com HIV, enquanto o tratamento é focado no alívio dos sintomas.

Resumo gerado por IA

O Brasil está com quase 90 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais. 

Ao todo, são 88 confirmações distribuídas por diferentes unidades da federação. O estado com maior número de ocorrências é São Paulo, com 44 casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 9 registros, Rondônia, com 4, Bahia (2),  Rio Grande do Sul (1),  Santa Catarina (1) e Distrito Federal (1).

No Rio Grande do Norte, um caso suspeito está sob investigação epdemiológica, em Mossoró.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), o RN já confirmou 147 casos desde a contagem de 2022 para cá.

Apesar de atualmente não haver registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em determinados casos.

Estimativas apontam que, em cenários mais críticos, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado. No entanto, o avanço nas estratégias de vigilância, diagnóstico e isolamento tem contribuído para reduzir riscos.

Painel Mpox - Ministério da Saúde
Painel Mpox - Ministério da Saúde

Contaminação pela doença

A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, é o que explica a professora do Departamento de Infectologia da UFRN, Marise Reis, em entrevista ao Bnews Natal.

É uma infecção causada por um vírus, um vírus que se transmite de homem para homem, e a transmissão dela se dá através da via respiratória, secreções respiratórias, mas principalmente de secreções de lesões que aparecem na pele. Se contamina por um contato íntimo, um contato muito próximo com alguém que está doente", explicou a infectologista.

Quais os sitomas? "Após esse contato íntimo, após 3 a 21 dias, até em média duas semanas, a pessoa pode apresentar febre, dor de cabeça, gânglios, ínguas, e aí a partir daí surgem lesões vesiculares, que é como se fossem bolhas, pequenas
bolhas que são cheias de líquidos, e é nessa bolha que está presente o vírus", detalhou Marise.

Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.

A orientação do Ministério da Saúde é evitar o contato direto com quem está com a doença, e mesmo sem ter um medicamento específico para a mpoxi, existe uma vacinação disponível no SUS para aquelas pessoas que têm maior risco de evoluir para a forma grave da doença, como é o caso das pessoas com HIV.

"Pessoas que vivem com HIV são as pessoas para as quais a vacina foi disponibilizada no Brasil, ou se você teve contato com alguém com mpoxi, confirmado e aí você tem também possibilidade de usar a vacina, independente de você ser HIV ou não, você pode usar a vacina dentro de quatro dias para se proteger. O tratamento é sintomático, você vai tomar remédio para dor, para febre, curativo nas lisões e aguardar, esperar o tempo passar", conluiu a professora.

Classificação Indicativa: Livre

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