Cidades
Entre janeiro e agosto de 2025, 2.695 bebês nasceram de mães com até 19 anos no Rio Grande do Norte, evidenciando o aumento da gravidez precoce e seus impactos na saúde pública e social.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de mortalidade infantil entre filhos de mães adolescentes é de 15,3 por mil nascidos vivos, superando a média nacional de 13,4, refletindo os riscos associados a gestações nessa faixa etária.
Para enfrentar essa questão, autoridades de saúde recomendam a ampliação do acesso à educação sexual e métodos contraceptivos, além de acompanhamento por equipes de saúde da família, visando reduzir a incidência de gravidezes precoces.
Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que 2.695 bebês nasceram de mães com até 19 anos no Rio Grande do Norte entre janeiro e agosto de 2025.
As informações são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), base oficial utilizada pelo governo federal para monitorar a saúde materno-infantil.
Os números reforçam o alerta das autoridades sanitárias sobre o avanço da gravidez precoce e seus impactos sociais e de saúde.
Distribuição por faixa etária
Entre os nascimentos registrados no período, houve casos inclusive entre meninas muito jovens.
• mães até 14 anos: 140 bebês
• mães de 15 a 19 anos: 2.555 bebês
• total de janeiro a agosto de 2025: 2.695 nascimentos
Especialistas apontam que a gravidez nessa fase da vida representa um dos principais desafios para políticas públicas de saúde e assistência social.
Riscos para mães e bebês
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a gestação na adolescência aumenta o risco de complicações tanto para a mãe quanto para o recém-nascido.
Entre os principais problemas estão:
• maior chance de mortalidade materna
• parto prematuro ou complicações obstétricas
• problemas congênitos no bebê
• traumatismos no parto
• baixo peso ao nascer
Estudos do Ministério da Saúde apontam que a taxa de mortalidade infantil entre filhos de mães com até 19 anos chega a 15,3 óbitos por mil nascidos vivos, acima da média nacional de 13,4.
Impactos sociais da gravidez precoce
Além das questões médicas, a gestação na adolescência pode trazer consequências sociais importantes.
• abandono ou atraso escolar
• dificuldade de inserção no mercado de trabalho
• dependência financeira da família
• vulnerabilidade social
• ausência de reconhecimento da paternidade
Especialistas destacam que a gravidez precoce costuma ocorrer em contextos de desigualdade social e falta de acesso à informação.
Situação no Brasil
No país, foram registrados 380.778 nascimentos de mães adolescentes em 2020, o equivalente a cerca de 14% do total de nascidos vivos, segundo dados do Ministério da Saúde.
O cenário reforça a necessidade de políticas públicas permanentes para prevenção e orientação de jovens.
Como prevenir a gravidez precoce
Autoridades de saúde defendem ampliar o acesso à educação sexual e ao planejamento familiar, principalmente nas escolas e unidades básicas de saúde.
No Sistema Único de Saúde estão disponíveis diversos métodos contraceptivos gratuitos.
• preservativo masculino e feminino
• pílula anticoncepcional
• DIU
• anticoncepcionais injetáveis
• diafragma
O acompanhamento por equipes de saúde da família também é apontado como essencial para orientar adolescentes e famílias.
Onde buscar orientação no RN
• unidades básicas de saúde do município
• equipes da Estratégia Saúde da Família
• centros de referência da mulher
• serviços de assistência social e CRAS
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