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O Açude Itans, um dos principais reservatórios do Seridó, enfrenta seu menor nível em uma década, com apenas 49 mil m³, o que representa 0,06% de sua capacidade total, gerando um colapso absoluto para atividades que dependem de sua água.
A situação crítica afeta diretamente a irrigação em pequenas propriedades, compromete tanques de piscicultura e resulta em perda de renda para os produtores rurais, além de aumentar a pressão sobre outras fontes hídricas da região.
Com a estiagem severa e a falta de recarga hídrica, especialistas alertam que a recuperação do reservatório pode demorar, enfatizando a necessidade de um planejamento eficaz para mitigar os impactos na produção rural e garantir a estabilidade hídrica no Seridó.
A situação hídrica do Seridó voltou a acender o sinal vermelho. Um dos reservatórios mais emblemáticos da região, o Açude Itans, está praticamente seco e opera no menor nível da última década.
Com capacidade para 75,8 milhões de metros cúbicos, o manancial registrou apenas 49 mil m³ na última medição oficial do IGARN, feita em 24 de novembro — o equivalente a 0,06% da capacidade total.
Moradores relatam que, desde então, o volume caiu ainda mais, deixando o reservatório em um cenário de colapso absoluto e sem condições mínimas para sustentar atividades que dependem de sua água.
Reservatório histórico vive pior fase em anos
Por muito tempo, o Itans foi o principal responsável pelo abastecimento de Caicó. A realidade só mudou após a construção da Adutora Manoel Torres, que passou a captar água diretamente do Rio Piranhas.
Mesmo assim, o açude seguia desempenhando papel importante em áreas produtivas, especialmente para quem dependia de sua água para irrigar plantações ou manter tanques de piscicultura.
Atividades produtivas em risco
Com o volume atual praticamente zerado, setores econômicos que dependiam do reservatório enfrentam insegurança imediata. Entre os impactos já percebidos:
• Risco de paralisação da irrigação em pequenas propriedades
• Comprometimento de tanques de piscicultura
• Perda de renda para produtores rurais
• Pressão maior sobre outras fontes hídricas da região
A falta de volume útil também impede qualquer operação mínima de manejo ou uso alternativo do manancial.
Região acende alerta para os próximos meses
A estiagem severa e a ausência de recarga hídrica preocupam moradores e especialistas, que temem que o reservatório leve muito mais tempo para se recuperar, mesmo com boas chuvas.
O cenário reforça a necessidade de planejamento para minimizar os efeitos sobre a produção rural e garantir estabilidade hídrica no Seridó.
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