Cidades
Um desabamento parcial do teto na Escola Estadual Edgar Barbosa em Natal quase resultou em tragédia, mas o professor atingido não se feriu. O incidente destacou as precárias condições estruturais da escola, que atende mais de 700 alunos e enfrenta problemas graves de infraestrutura.
As chuvas recentes exacerbaram infiltrações e comprometeram o telhado e o forro, levando à interdição de várias salas de aula e à realocação de turmas devido a riscos elétricos. A situação é descrita como abandono generalizado, com instalações elétricas antigas e perigosas.
A Secretaria de Estado da Educação se comprometeu a enviar uma equipe técnica para avaliar a situação e planejar reparos, mas não estabeleceu um cronograma para as obras. Enquanto isso, a insegurança persiste na escola, com alunos e professores vivendo sob a ameaça de novos incidentes.
Um incidente grave por pouco não terminou em tragédia na Escola Estadual Edgar Barbosa, localizada no bairro de Lagoa Nova, Zona Sul de Natal. Durante uma aula nesta semana, parte do forro de PVC do teto desabou e atingiu a cabeça de um professor. Felizmente, o docente não sofreu ferimentos, mas o susto acendeu um alerta máximo sobre as condições estruturais da unidade de ensino.
O descaso com a infraestrutura da escola, que atende mais de 700 alunos, ficou ainda mais evidente com o início do ano letivo, no último dia 23 de fevereiro. De acordo com a direção da unidade, as chuvas recentes que atingiram a capital potiguar agravaram infiltrações, comprometendo o telhado e o forro das salas.
O problema não se resume ao teto que caiu. A situação na Edgar Barbosa é de abandono generalizado. Diversas salas de aula precisaram ser interditadas devido a goteiras e risco de novos desabamentos. Outras turmas foram realocadas porque a rede elétrica está em colapso, com tomadas sem funcionar e risco de curto-circuito.
"A gente está tentando prevenir o problema para que não venha a se tornar uma coisa agravante. Não é só a questão do forro, também temos problemas na nossa instalação elétrica", desabafou o vice-diretor João Paulo em entrevista à imprensa local.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SEEC-RN) informou que está ciente do ocorrido e prometeu enviar uma equipe técnica para analisar a situação e planejar as obras necessárias. No entanto, nenhum prazo foi estipulado para o início dos reparos, deixando pais, alunos e professores em um clima de total insegurança.
Enquanto a reforma não sai do papel, o "improviso" segue sendo a regra na Escola Edgar Barbosa, onde o medo de uma tragédia maior agora faz parte do currículo escolar.
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