Cidades
Publicado em 06/03/2026, às 11h20 Malu Machado
Um levantamento do sistema AdaptaBrasil indica que 30% dos municípios do Rio Grande do Norte enfrentam alto risco de deslizamentos de terra, com Areia Branca sendo a mais crítica, o que pode resultar em desastres naturais significativos na região.
O estudo revela que, se não forem implementadas medidas de infraestrutura, o número de cidades em risco pode aumentar drasticamente até 2030, com mais da metade do estado sob ameaça de deslizamentos e inundações.
As autoridades locais estão sendo alertadas para a necessidade de ações imediatas, especialmente nas áreas mais vulneráveis, enquanto o Plano Municipal de Redução de Risco busca mitigar os impactos das mudanças climáticas e da ocupação inadequada do solo.
Um levantamento do sistema AdaptaBrasil, desenvolvido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), acende um sinal de alerta para desastres naturais no Rio Grande do Norte.
Dados apontam que 30% dos municípios potiguares (50 das 167 cidades) apresentam risco "alto" ou "muito alto" para deslizamentos de terra. O cenário mais crítico é o de Areia Branca, que atingiu a nota 0,91 em uma escala de 0 a 1.
Veja os municípios que exigem atenção imediata das autoridades, em ordem de gravidade:
Natal está na faixa de "Risco Alto", com nota 0,68. Entre as capitais nordestinas, a capital potiguar só apresenta condições melhores que Salvador (0,83) e Teresina (0,70), ficando atrás de vizinhas como João Pessoa (0,54) e Recife (0,52).
Na capital, o risco é impulsionado pela alta densidade populacional em áreas urbanizadas e a ocupação de encostas. Segundo o Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR), lançado pela Prefeitura e UFRN, as áreas mais vulneráveis a movimentos de massa são:
Jean Ometto, coordenador do AdaptaBrasil, explica que o índice mede o impacto das mudanças climáticas somado à vulnerabilidade socioeconômica.
O problema é que não temos estruturas adequadas para lidar com o clima que está mudando. O evento climático se soma à situação de ocupação desfavorável", alertou em entrevista ao O Globo.
Se medidas de infraestrutura não forem tomadas, o número de cidades em risco no RN deve disparar até 2030:
O estudo também mapeou o risco de inundações, enxurradas e alagamentos. Neste aspecto, o RN tem 61 cidades com risco alto e 16 com risco muito alto.
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