Cidades
Após 12 anos da Copa do Mundo de 2014, Natal ainda não concluiu diversas obras prometidas para atender ao padrão FIFA, com investimentos de pelo menos R$ 6 bilhões em áreas como mobilidade e infraestrutura, resultando em um cenário de promessas não cumpridas à medida que se aproxima o Mundial de 2026.
Entre as obras inacabadas, destaca-se o túnel de macrodrenagem da Avenida Jerônimo Câmara, que acumula atrasos e já teve seu custo elevado de R$ 143 milhões para cerca de R$ 200 milhões, além do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que enfrenta problemas técnicos e falta de recursos federais.
Outras intervenções, como a reestruturação da Avenida Engenheiro Roberto Freire, foram paralisadas e estão em fase de licitação, enquanto o Pró-Transporte permanece incompleto, deixando Natal com um legado de obras inacabadas e desafios de mobilidade e infraestrutura ainda sem solução.
Após12 anos da realização da Copa do Mundo de 2014 em Natal, parte significativa das obras prometidas para adequar a cidade ao chamado “padrão Fifa” ainda não foi concluída e, em alguns casos, sequer saiu do papel. Com a proximidade de mais um Mundial, em 2026, o cenário expõe um conjunto de intervenções que ficaram pelo caminho, apesar de um investimento inicial estimado em pelo menos R$ 6 bilhões, destinados a áreas como mobilidade, infraestrutura, saneamento e turismo.
Entre os principais exemplos está o túnel de macrodrenagem da Avenida Jerônimo Câmara, uma das obras mais aguardadas para reduzir os recorrentes alagamentos na capital. Iniciada em 2013, a estrutura de 4,7 quilômetros deveria integrar sistemas de drenagem das zonas Oeste e Sul, beneficiando bairros como Lagoa Nova, Candelária e Bom Pastor. O projeto, foi inicialmente orçado em R$ 143 milhões, hoje já gira em torno de R$ 200 milhões e acumula sucessivos atrasos. Após uma nova readequação, a previsão de conclusão foi empurrada para setembro deste ano.
Na mobilidade urbana, o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), apresentado como legado da Copa, também permanece incompleto. A proposta previa a integração da Grande Natal em um anel ferroviário de 56 quilômetros, ligando municípios como Extremoz e Nísia Floresta, além de conexão com o aeroporto. Parte da estrutura foi implantada, mas a expansão não avançou como planejado. Trechos considerados concluídos ainda não operam por problemas técnicos e de segurança, e o projeto enfrenta entraves desde a interrupção de recursos federais.
Outro ponto emblemático é a Avenida Engenheiro Roberto Freire, um dos principais corredores turísticos da cidade. A via estava incluída em um projeto de reestruturação que previa ampliação de pistas, construção de túneis, viadutos, passarelas e ciclovia. No entanto, após resistência de setores da sociedade e perda de prazos, os contratos foram encerrados em 2021 sem que as obras fossem iniciadas. Um novo projeto ainda está em fase de licitação.
O Pró-Transporte, iniciado em 2007 para melhorar a mobilidade na zona Norte, também segue incompleto, com etapas ainda pendentes. Outras intervenções só foram entregues anos após o Mundial, como a requalificação da avenida Felizardo Moura, concluída apenas em 2024, e obras no entorno da Arena das Dunas, finalizadas com atraso.
Apesar de avanços pontuais, o conjunto de obras ainda não tem previsão de conclusão, e o resultado é uma cidade que, mais de uma década depois, ainda convive com parte das promessas feitas no contexto de um dos maiores eventos esportivos do mundo.
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