Zé Galado
Publicado em 24/07/2026, às 06h00 Zé Galado
Quem não se lembra do icônico personagem interpretado pelo estrelado Tom Hanks, contador de histórias? No luxuoso bairro do Tirol, existe um cabra idêntico ao rapaz do filme de Hollywood. Trata-se de um “estagiário” de político que vive a inventar fofoquinhas e casos para atingir alguns políticos da capital.
Desta feita, Zé Galado flagrou o fanfarrão em uma mesa no Bar Curió, rodeado por 3 moças e um amigo, onde ele alardeava que comandou uma determinada secretaria numa gestão municipal anterior à de Paulinho.
Pelo que foi dito à mesa, o rapaz mexia com obras e licitações de alta complexidade, o que levantou a dúvida do Zé. Foram os números estratosféricos falados em voz alta, de arrepiar qualquer agente federal.
Calculadora Eleitoral
Zé Galado descobriu que tem político fazendo conta até de quem senta na primeira fila da convenção. Se a cadeira estiver ocupada por um prefeito, vale dois pontos. Se for deputado, vale cinco. Agora, se for liderança que levou a família toda, aí já entra na matemática eleitoral avançada.
Romaria
Nunca se viu tanto político descobrindo o prazer de visitar feira livre, padaria, vaquejada e festa de padroeiro. O povo até estranha quando passa uma semana sem aparecer um candidato pedindo um cafezinho e uma foto.
Abraço Profissional
Tem candidato que abraça tanta gente num único dia que já merece receber adicional de insalubridade. O detalhe é que, passada a eleição, muita gente passa anos esperando o segundo abraço.
Especialista de Ocasião
Bastou começar a campanha e surgiram especialistas em saúde, educação, segurança, economia, infraestrutura, agricultura e até meteorologia. Tem político que, se deixar, explica até previsão de chuva.
Militância Instantânea
É impressionante a velocidade da internet. Tem gente que passou anos criticando um grupo político e, depois de uma foto e um aperto de mão, já virou defensor apaixonado. A memória, pelo visto, também entrou em campanha.
Promessa Antiga
Toda eleição tem aquela obra que reaparece. O asfalto que nunca chegou, a ponte que ficou no papel, a praça que só existe na placa e a transposição que não chega... todos voltam a ser anunciados como se fossem novidade.
Cafezinho Caro
Zé Galado ouviu um velho ditado da política: “o cafezinho continua sendo de graça… caro mesmo é quem senta à mesa”. Tem conversa que começa com um espresso e termina valendo uma secretaria inteira.
Telefone Sem Fio
Em época de eleição, basta um cafezinho entre dois políticos para nascer dez versões diferentes. Quando chega ao terceiro grupo de WhatsApp, o café já virou acordo, rompimento, aliança e até ministério.
Língua Solta
Bar continua sendo o maior inimigo da política. Depois da terceira rodada, sempre aparece um “gênio” contando vantagens sobre cargos, contratos, influência e segredos. O problema é que quase sempre tem alguém na mesa gravando ou ouvindo.