Zé Galado
Publicado em 27/02/2026, às 06h00 Zé Galado
Aquele ditado infame de que “toda loira é burra” nunca coube — e nunca caberá. A nova personagem que vem chamando atenção na capital potiguar é uma loira padrão modelo, frequentadora do Midway e da Bodytech, sempre esbanjando looks da Alo e madeixas platinadas.
Estudante de Direito, a jovem mostra discurso bem encaixado e uma prosa afiada. Burrice, definitivamente, não faz parte do currículo. A moça já teria conquistado o coração de um megaempresário local e promete colocar as prateleiras da vida dele em ordem, jogando para escanteio uma esposa de duas décadas.
Há quem diga que o apartamento de 250 m² pode ficar pequeno para o casal maromba. Na Bodytech, a bênção já foi dada.
Quem será o homem da Ferrari?
Pela primeira vez, Natal ganha uma Ferrari para chamar de sua. E, claro, a turma já começou o bolão para descobrir quem é e o que faz o feliz proprietário da vermelhinha. Alguns apostam em herdeiros ou netos de caciques políticos locais; outros já cochicham nomes ligados ao mundo das apostas.
O fato é que a Ferrari já está em solo potiguar. Agora, é esperar o primeiro ronco do motor e correr para a Via Costeira para identificar quem é o dono do brinquedo de luxo.
A toga e o beach tênis
Uma figura bastante conhecida do Judiciário potiguar promete trocar a academia pela arena de beach tênis. Os motivos oficiais da mudança ainda não foram esclarecidos, mas Zé Galado já desconfia: há uma novinha circulando no radar.
As partidas prometem esquentar, especialmente no disputado horário das 18h, sempre recheado de gente bonita. A toga pode até ficar de lado, mas o jogo promete ser quente, “doutor”
Bastidores quentes
Tem prefeito que anda reclamando de “fogo amigo”, mas esquece que quem espalhou gasolina foi ele mesmo. Nos corredores, a avaliação é simples: perdeu o controle da própria base.
Troca de figurino
Um conhecido político do RN passou o carnaval inteiro jurando fidelidade a um grupo. Bastou a quarta-feira chegar para trocar de camisa, de discurso e de mesa. Coerência foi curtir a ressaca longe.
Amor interesseiro
A proximidade entre um empresário falido e um gestor municipal chama atenção. O carinho cresce proporcionalmente à liberação de pagamentos. Coincidência? Só se for contábil.
Silêncio ensurdecedor
Depois de fazer barulho nas redes, um secretário sumiu. Nem story, nem postagem, nem textão. Dizem que o silêncio não é estratégia — é orientação jurídica.
Brinde antecipado
Teve pré-candidato comemorando vitória antes da largada. O problema é que, na mesa ao lado, aliados já discutem plano B. Festa boa é aquela que termina antes da conta chegar. Fica a dica: campanha so termina depois do resultado proclamado, até lá até a candidatura ainda é incerta.
Olho grande
Uma primeira-dama anda mais animada com o cenário político do que o próprio marido. Nos bastidores, já tem gente dizendo que o projeto não é de casal — é solo. Os mais liguarudos ainda alfinetam que ela pode ser a única opção viável no futuro.
Jantar indigesto
Teve encontro político regado a promessa e vinho caro, mas terminou com cara feia. Um convidado saiu antes da sobremesa ao perceber que seria usado só como foto de rede social.
Pesquisa seletiva
Tem político alardeando número que só ele viu. O instituto existe, a pesquisa ninguém conhece e o resultado só aparece no grupo fechado dos aliados.
Ouvidos atentos
Um secretário anda falando demais em ambientes errados. O detalhe é que a sala sempre tem alguém gravando — por precaução ou por garantia futura.
Porta giratória
Ex-aliado que saiu batendo agora quer voltar pedindo licença. O problema é que a chave já foi trocada e a paciência também.
Brisa escapa novamente
E mais uma vez a vereadora Brisa (PT) conseguiu decisão favorável na Justiça que vai impedir sua possível cassação por desvio de finalidade em verba parlamentar. Tudo porque a atual presidente da comissão processante, Samanda Alves (PT), não designou audiência para depoimento pessoal da parlamentar.
Agora, no prazo final para encerrar o processo, Brisa novamente correu para justiça que reconheceu a falha da correligionária petista e mandou a presidente voltar a fase de instrução. Isso significa que o prazo limite do processo não será cumprido e pela segunda vez deverá ser encerrado sem votação.
Há quem diga que foi manobra combinada. O que vocês acham?