Política
Publicado em 09/05/2026, às 11h49 Foto: reprodução/redes sociais Ranyere Fonseca
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou Washington na última quinta-feira (7) com um balanço positivo de sua visita de trabalho aos Estados Unidos. Após um encontro de três horas na Casa Branca com o presidente Donald Trump, Lula afirmou estar satisfeito, em vídeo publicado em suas redes sociais neste sábado (9), com o avanço nas negociações para a derrubada de tarifas impostas ao comércio brasileiro e destacou um clima de "extrema deferência" por parte do líder americano.
"O ideal é que os Estados Unidos voltem a ser um parceiro dinâmico e crescente. As importações e exportações precisam voltar a subir", declarou Lula.
O petista reforçou a Trump que a economia brasileira vive um momento de estabilidade, com inflação sob controle e crescimento acima do esperado por órgãos como o FMI.
Um dos pontos centrais da conversa foi o setor de minerais críticos (como lítio e nióbio), essenciais para a transição energética e tecnologia de ponta. Lula defendeu que o Brasil não quer ser apenas exportador de matéria-prima, mas um polo de refino e manufatura. "
O Brasil é solo fértil para investimentos porque é mais barato investir e refinar lá, gerando riqueza, renda e emprego em nosso território", afirmou o presidente brasileiro.
Do lado americano, Donald Trump também elogiou o encontro, classificando-o como "muito bom" e "produtivo". Ficou pactuado que, nas próximas semanas, equipes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), MDIC e os departamentos de Comércio e Agricultura dos EUA (USDA) se reunirão para estabelecer novas regras comerciais e negociar o fim das sobretaxas.
Além da pauta econômica, os líderes discutiram a cooperação no combate ao crime organizado, tema que contou com a participação do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. Trump fez referências elogiosas às ideias compartilhadas pelo Brasil na área de segurança.