Política
Publicado em 27/10/2026, às 14h47 Foto: Reprodução Giovana Gurgel
O vereador Michael Diniz, do Partido Liberal (PL), provocou repercussão nesta terça-feira (27) ao afirmar que eleitores do PT têm as “mãos manchadas de sangue e de dívidas” por apoiarem a legenda e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma sessão da Câmara Municipal de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, em meio a um debate sobre o resultado das eleições e a reeleição de Lula.
Durante a discussão, Diniz associou o apoio ao partido a mortes decorrentes do aborto e a dificuldades econômicas. O parlamentar, no entanto, não apresentou fontes para os números que mencionou ao abordar indicadores financeiros e a ocorrência de abortos no país, conforme o trecho transcrito da sessão.
A fala ocorreu durante um aparte ao pronunciamento do vereador Professor Diego, do partido Democracia Cristã (DC), que havia comemorado as vitórias de Lula e do governador eleito do RN, Cadu Xavier, do PT. O parlamentar também elogiou a atuação da governadora Fátima Bezerra, igualmente filiada à legenda, durante a campanha eleitoral.
Ao se manifestar, Michael Diniz criticou a gestão estadual e demonstrou expectativa de mudanças na condução política potiguar. Apesar das críticas ao resultado eleitoral e ao partido vencedor, ele defendeu que a decisão das urnas seja respeitada.
“O que aconteceu nessas eleições foi algo bem atípico, bem diferente dos costumes, mas, como o presidente bem disse, é hora da gente reconhecer e partir para a bola para frente”, declarou o vereador durante a sessão.
Na sequência, o parlamentar voltou a atacar os apoiadores do PT e afirmou que não compactua com o que considera consequências da ideologia defendida pela sigla. “Quem votou no PT, quem defende essa ideologia, tem a mão manchada de sangue e de dívidas, e disso eu não compactuo”, afirmou.
O debate na Câmara de Parnamirim também contou com uma manifestação do vereador Michael Borges, do Progressistas (PP), que defendeu uma interpretação menos generalizada das escolhas feitas pelos brasileiros nas urnas.
Segundo Borges, o voto em Lula ou no senador Flávio Bolsonaro (PL), não significa necessariamente que o eleitor se identifique integralmente com o petismo ou o bolsonarismo.
O parlamentar argumentou que os eleitores escolheram seus candidatos por acreditarem que representavam a melhor alternativa para o país. A discussão evidenciou divergências entre os vereadores sobre o resultado eleitoral, a atuação dos partidos e a forma de interpretar as decisões tomadas pela população.
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