Política
Publicado em 09/10/2026, às 14h23 Foto: Francisco de Assis/CMN Giovana Gurgel
A deputada federal eleita Thabatta Pimenta (PV)cobrou maior mobilização presencial da esquerda e revelou que foi procurada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para colaborar com a comunicação nas redes sociais durante o segundo turno das eleições presidenciais. Para ela, a estratégia precisa combinar atuação digital e diálogo direto com os eleitores. A disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) será decidida em 25 de outubro.
Primeira mulher trans eleita para representar o Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, Thabatta afirmou que a experiência de sua própria campanha demonstrou a importância de ocupar diferentes espaços para conquistar votos. Segundo ela, o contato direto com a população deve continuar sendo uma prioridade da esquerda.
“Eu estava nas ruas com o povo, coisa que a esquerda ainda precisa fazer, que é conversar com as pessoas e também estar dentro das redes sociais”, declarou.
A parlamentar também criticou setores da esquerda que, segundo ela, demoraram a reconhecer a força das plataformas digitais na comunicação política. Para Thabatta, a internet foi fundamental tanto para divulgar sua trajetória quanto para responder aos ataques recebidos durante a campanha eleitoral.
“Eu vejo a importância das redes sociais, coisa que uma ala muito grande da esquerda não conseguia enxergar”, afirmou.
A deputada eleita confirmou que recebeu contato da equipe responsável pela candidatura presidencial de Lula para tratar da atuação nas plataformas digitais. A aproximação ocorre em meio aos esforços da campanha petista para ampliar seu alcance na internet e conquistar novos eleitores na reta final da disputa.
Ao falar sobre o trabalho nas redes, Thabatta destacou que utilizou os canais digitais para enfrentar conteúdos que considerou falsos. “Eu consegui fazer esse trabalho na internet até de combater diversas fake news”, disse.
Apesar de reconhecer a importância da comunicação digital, a parlamentar ressaltou que a construção de vínculos políticos depende também da proximidade com a população.
“Eu acho que isso não só se dá pela internet, mas do meu interior, da minha cidade”, afirmou.
Ao abordar a disputa pelo Governo do RN, Thabatta também defendeu uma leitura política que considere as particularidades dos municípios do interior. Para ela, a divisão ideológica nacional nem sempre explica o comportamento dos eleitores nessas localidades. “No interior do Estado, não tem essa coisa de direita e esquerda, não”, declarou.