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Política

"Temos que ter responsabilidade fiscal", Lula enfim defende ajuste fiscais

O presidente Lula adota um tom conciliador com o setor financeiro, destacando a importância de responsabilidade fiscal para atrair novos investimentos ao Brasil  |  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Publicado em 06/11/2026, às 10h10   Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil   Ranyere Fonseca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom de maior abertura ao diálogo com o setor financeiro nesta quinta-feira (5), em meio a semanas de forte volatilidade e reações negativas registradas nos índices econômicos desde a conclusão do pleito presidencial. Durante reunião oficial realizada no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo federal destacou a necessidade de rigor, seriedade administrativa e total responsabilidade fiscal e jurídica para assegurar a estabilidade macroeconômica e atrair novos investimentos produtivos para o Brasil.

A inflexão no discurso presidencial ocorre após o principal índice da bolsa de valores acumular perdas expressivas nas últimas semanas e a cotação do dólar disparar até o patamar de R$ 5,48. A pressão sobre os ativos financeiros coincidiu com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de interromper o ciclo de flexibilização monetária e manter a taxa Selic estacionada em 13,75% ao ano, apontando diretamente as incertezas em torno da execução orçamentária do governo federal como fator crítico para as pressões inflacionárias.

Impactos nos mercados

A reação desfavorável dos agentes econômicos e a postura adotada pela equipe monetária colocaram o debate fiscal no centro da agenda política do Planalto.

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