Política
Publicado em 17/09/2025, às 14h55 Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Reprodução/Internet José Nilton Jr.
Nesta quarta-feira (17), durante depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que manteve registros de irregularidades ocorridas durante sua atuação na Corte.
De acordo com ele, os relatórios que produzia eram relacionados a políticos e influenciadores de direita. Além disso, o material era enviado ao então presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes.
Tagliaferro afirmou que recebia ordens para apagar mensagens, mas se recusou. “Sou perito, lido com provas, não com destruição delas. Decidi guardar tudo, pois tinha consciência de que, se algo ocorresse, eu poderia revelar depois”, disse.
Ele ainda relatou que Alexandre de Moraes tinha ciência de suas atividades e chegou a ignorar seus pedidos de desligamento.
De acordo com Tagliaferro, nomes como Carla Zambelli, Allan dos Santos e Rodrigo Constantino apareciam com bastante frequência entre os principais monitorados. “Os pedidos envolvendo a deputada Carla Zambelli eram frequentes”, pontuou.
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Zambelli, atualmente detida na Itália, teve o mandato cassado e aguarda julgamento de um pedido de extradição. O STF a condenou a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ.
Tagliaferro deixou o TSE em maio de 2023. Ele foi preso e acusado de violência doméstica contra sua esposa. Hoje, o ex-assessor também é investigado por ter divulgado mensagens internas do gabinete de Moraes.
Com informações da CNN Brasil.