Política
Publicado em 01/03/2026, às 12h50 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
O cenário geopolítico global sofreu um abalo sísmico neste domingo (1) com o anúncio oficial da liderança interina no Irã. O aiatolá Alireza Arafi foi o escolhido para chefiar o Conselho de Liderança do país, assumindo a missão crítica de conduzir o processo de sucessão após a morte confirmada de Ali Khamenei. O antigo líder supremo foi vítima de ataques aéreos coordenados entre os Estados Unidos e Israel no último sábado.
Arafi, que já possuía trânsito entre a cúpula religiosa e jurídica do regime, foi nomeado como membro jurista do conselho. Esse órgão tem caráter temporário e terá o papel de garantir a estabilidade das instituições iranianas enquanto a Assembleia de Peritos não define quem ocupará o posto de forma definitiva.
Diferente de uma sucessão presidencial comum, a escolha de um Líder Supremo no Irã envolve um rito religioso e político complexo. Até que fumaça branca saia das reuniões do clero, o país será governado por um colegiado.
A nomeação de Arafi ocorre sob o som de sirenes e explosões. A ofensiva liderada pelo governo de Donald Trump, classificada como uma operação para desmantelar o programa nuclear iraniano, atingiu alvos estratégicos em Teerã e outras cidades importantes. Segundo agências internacionais, esta é a maior intervenção militar estrangeira em solo iraniano em décadas.
A morte de Khamenei, confirmada por veículos oficiais do Irã, deixa o país em uma encruzilhada. Enquanto o novo conselho tenta organizar a sucessão, as forças armadas iranianas já iniciaram uma retaliação em larga escala, disparando mísseis contra territórios israelenses e bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
Analistas de política internacional apontam que Arafi é visto como uma figura de linha dura, mas com capacidade de manter a coesão entre as diferentes alas do regime islâmico. Sua principal tarefa, além de escolher o novo comandante, será gerenciar a crise humanitária e militar que se instala.
O mundo agora aguarda os próximos passos da Assembleia de Peritos. A escolha do sucessor definitivo pode levar semanas, e o nome escolhido ditará se o Irã buscará uma via de negociação ou se aprofundará o conflito direto com as potências ocidentais.