Política
Publicado em 27/01/2026, às 16h48 - Atualizado às 16h48 Lula Marques/ Agência Brasil Jussier Lucas
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (27) manter a prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é investigado por envolvimento em um esquema de descontos indevidos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Antunes é um dos alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado para apurar irregularidades relacionadas à cobrança ilegal de mensalidades associativas. O empresário está preso desde setembro de 2025 no presídio da Papuda, em Brasília.
A defesa havia solicitado a revogação da prisão, mas o ministro entendeu que permanecem os requisitos legais para a manutenção da custódia preventiva, considerando a gravidade dos fatos investigados e os indícios reunidos ao longo das apurações.
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Investigação aponta uso de empresas de fachada
De acordo com a Polícia Federal, Antonio Carlos Camilo Antunes teria utilizado empresas de fachada para desviar valores arrecadados irregularmente por associações de aposentados. As investigações indicam que os descontos eram feitos sem autorização dos beneficiários, gerando prejuízos a milhares de segurados do INSS.
Durante o cumprimento de mandados da operação, a PF apreendeu veículos de luxo, incluindo automóveis das marcas BMW e Porsche, em endereços vinculados ao empresário. Os bens são considerados incompatíveis com a renda declarada e fazem parte do conjunto de provas analisadas no inquérito.
No ano passado, Antunes prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ocasião em que negou participação no esquema. Na ocasião, afirmou que apresentaria documentos à Polícia Federal para comprovar a legalidade de suas atividades empresariais.
As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes relacionados a fraudes contra o sistema previdenciário, além de outros delitos financeiros identificados no curso da apuração.